sábado, 4 de dezembro de 2010

Dormir bem traz vida longa


Estudos demonstram que casais têm mais problemas para desfrutar boas noites de sono

Ter boas noites de sono, na medida, é uma das condições para se viver mais, segundo estudo da Universidade de Warwick e da Universidade Frederico II, na Itália. A pesquisa constatou que quem dorme menos de seis horas ou mais de oito ao dia tem 12% a mais de chance de morrer. Uma das explicações é que a pessoa fica mais sujeita a acidentes, devido à sonolência. Outro risco é o de ataque cardíacos decorrentes do estresse.

Na Universidade de Chicago (EUA), estudo entre 578 adultos acima de 50 anos confirmou que os menores níveis de pressão arterial são atributos dos que dormiam bem. Para cada hora a menos de sono, os pesquisadores observaram aumento do risco de hipertensão arterial em 37%.

Outra pesquisa, da Universidade de Surrey, no Reino Unido, demonstrou que dividir a cama com um parceiro pode trazer problemas. Casais sofrem 50% mais que os solteiros. Ronco ou disputa de coberta podem interromper o sono e levar à perda de preciosas horas de descanso. Nesse estudo, os pesquisadores fizeram uma conexão entre precariedade do sono e depressão, doenças do coração, derrames pulmonares, acidentes de trânsito e até divórcio.

Bom para a memória

Neurologistas recomendam seis horas ao dia, no mínimo. Mas dizem que adultos não devem ultrapassar nove horas porque, ao contrário do que se pensa, quem dorme muitas horas tem a sensação de estar menos descansado.

Os efeitos da qualidade do sono também têm relação direta com o aprendizado. É na fase REM - conhecida pelo momento em que os sonhos acontecem - que o aprendizado diurno é processado e armazenado. Se a pessoa dorme menos que o necessário, a memória recente não é aprendida.