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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Alegria


Dicionário sucinto da bioquímica da Alegria

Há alegrias e alegrias - e, para cada uma delas, uma química diferente. A que se manifesta sob a forma de explosão e nos deixa mais eufóricos e falantes, como quando comemoramos o gol do nosso time do coração, é regida pela dopamina. A bola na rede ativa o sistema de recompensa do cérebro, causando a liberação dessa substância neurotransmissora e, consequentemente, uma ótima sensação. A alegria é instantânea, mas dura pouco. Para conter o entusiasmo, e evitar um colapso, o organismo logo reduz a produção de dopamina. A alegria mais serena, aquela que nos invade quando a vida se apresenta tranquila, sem sobressaltos, é obra dos opoides, espécie de analgésico natural associado ao bem-estar. As duas substâncias fazem parte também do processo de estimulação e realização sexual. O antes, o durante e o ápice do sexo devem-se principalmente, à dopamina. O depois (a etapa "foi bom, meu bem?"), em que se relaxa, aos opiodes.

Alegria demais, porém, é doença. Conhecida no jargão médico como mania, ela pode ser a fase eufórica do transtorno bipolar. Nesse estado, os pacientes se põem em risco. Tendem a comprar complsivamente, a fazer sexo inseguro com estranhos e a exagerar no consumo de álcool. Além de psicoterapia, o tratamento quase sempre inclui o uso de medicamentos - em geral, estabilizadores de humor e antipsicóticos que tentam normalizar (ou seja, reduzir, no caso dos bipolares) a ação de dopamina no sistema de recompensa.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Deixe a rotina de trabalho mais leve


Se você não gosta do que faz, está na hora de mudanças

Muitas pessoas passam a maior parte do tempo trabalhando, mas nem sempre, sentem prazer no que fazem. Se este é o seu caso, é melhor repensar suas atitudes. Afinal, você gasta horas da sua vida com o que não traz nenhuma satisfação.

Olhe para dentro de você e descubra o que você gosta. Pense em algo que, mesmo cansado, você não se importou de trabalhar muito. Quem sabe não é melhor seguir por este caminho?

Preocupe-se com o presente. Não desvie o seu foco e a sua atenção com problemas pessoais ou profissionais do passado. Evite fazer tudo ao mesmo tempo. Separe um momento para cada atividade. Você vai perceber que, desta forma, se sentirá menos estressado e atarefado.

Não encare o trabalho como um ambiente extremamente sério. É possível deixar o clima descontraído. Converse com seus colegas, conte uma piada, fale sobre um programa que chamou sua atenção... Claro que você não precisa fazer isto o tempo todo, deixando a responsabilidade de lado.

Fique de bem com você. Quem está desgostoso da vida tem dificuldade em acreditar na sua própria habilidade, o que torna o trabalho mais penoso.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dicas de segurança para com a maior idade


Medidas de prevenção, da alimentação correta à correção de problemas visuais, podem evitar quedas e traumatismos na terceira idade, bem mais difíceis de tratar

Dados do Projeto Diretrizes, da Sociedade Brasileira de Gerontologia, apontam que a estimativa para incidência de quedas entre pessoas idosas é de 28% a 35% na faixa acima dos 65 anos, aumentando significativamente após os 75, com 32% a 42% das ocorrências. Idosos estão mais propensos a acidentes que podem causar fraturas e, muitas vezes, internações hospitalares e longos períodos de imobilização e reabilitação. Infecções pulmonares, tromboses e outros males podem ser a consequência dos traumas.

Cuidados básicos no dia a dia podem fazer diferença, e a prevenção, aliás, é um benefício para toda a saúde, a começar pela alimentação. O consumo de alimentos que contêm cálcio e vitamina D ou enriquecidos com essas substâncias ajuda a prevenir a osteosporose, doença responsável pelo enfraquecimento dos ossos.

A atividade física também é esencial. Fortalece a musculatura e ajuda muito na postura, agilidade e mobilidade, permitindo melhor equilíbrio. O simples ato de caminhar, respeitando sempre os próprios limites, é uma atividade excelente.

Exercícios como musculação e hidroginástica são recomendados, desde que após avaliação médica e orientados por um profissional especializado. O consumo de fumo e álcool deve ser evitado, especialmente no caso dos mais velhos.

O controle de doenças e deficiências, como diminuição da visão e audição e limitações motoras, também reduz a vulnarabilidade. Óculos, aparelhos auditivos e apoios ajudam, principalmente, em ambientes externos e pouco conhecidos. Mas familiares e cuidadores são os grandes amigos do idoso.

"Deve-se estar atento ao uso correto das medicações. Muitas quedas seguidas de fraturas estão associadas a efeitos colaterais, como tonteiras, perda dos sentidos, turvação visual etc. Acidentes têm de ser prevenidos com medidas em casa e na rua", explica Rosita Fontes, médica do Lâmina Medicina Diagnóstica/DASA.

Segundo destaca Rosita, um tropeço ou tombo, em geral, causam dor, incômodo e marcas roxas. Mas o que é simples para uns pode se tornar um grande acidente na terceira idade,

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Álcool prejudica mais que heroína


Pesquisa leva em conta usuários e pessoas ao redor

Drogas pesadas como heroína e crack são grandes vilões da saúde, mas, segundo uma pesquisa feita na Inglaterra, os efeitos do álcool são muito piores do que os causados pelas substâncias tóxicas. É que os cientistas avaliaram os danos causados também às pessoas que convivem com os usuários e descobriram que o álcool é o que mais afeta as pessoas e o ambiente ao redor, seguido pela heroína e pelo crack.

O cigarro e a cocaína são considerados igualmente prejudiciais quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários. Drogas como LSD e ectasy foram classificadas entre as que causam menos estragos, mas os pesquisadores também concluiram que é preciso investir mais em campanha contra o álcool e as drogas.

sábado, 11 de setembro de 2010

Informativo SMA: Dor Crônica

Dor crônica: é preciso saber a causa
Estudos mostram que a maioria dos pacientes só quer o alívio e
demora a procurar médico

A maioria dos cariocas que sofrem de dor crônica busca o alívio imediato, e não a cura para a causa. Além disso, demoram a procurar centros especializados e recorrem à automedicação. Foi o que mostraram pesquisa realizada pelo Centro Multidisciplinar da Dor (CMD), apresentada no Congresso Nacional da Dor, no Canadá, e o levantamento Epidor, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED)

"É frequente os pacientes apelarem para a automedicação antes de buscar o tratamento. Isso acontece pela falta de acesso a unidades de Saúde e pela acomodação do paciente em não ir ao hospital e aceitar orientações de amigos, familiares e balconistas nas farmácias", diz o diretor científico da SBED, Levi Jales.

Ele alerta que a automedicação não resolve o problema e pode até torná-lo mais grave. "Todo tipo de dor deve ter assistência médica. Recomendamos procurar um serviço de saúde aos primeiros sintomas de dor, e não ficar adiando o problema", orienta.

Segundo o coordenadordo estudo do CMD, Alexandre Amaral, quando finalmente decidem buscar um centro de referência, os pacientes já estão sem esperança, e não acreditam que o problema tenha solução. "Eles procuram o profissional somente em busca de alívio mas em muitos casos encontrar a causa da dor e tratamento", explica, ressaltando que, em alguns casos, mesmo quando a lesão não está mais presente, a dor permanece.

"Se você demora a solucionar o problema, o sistema nervoso central é prejudicado e os nervos continuam emitindo sinais neurológicos que o cérebro interpreta como dor", diz. "Mesmo assim, o problema pode ser controlado", conclui.