quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Receita de antibióticos só vai ter validade por 10 dias


Se remédio não for comprado neste prazo,
paciente deverá ir ao médico de novo

As receitas médicas que deverão ser usadas para a compra de antibióticos terão validade de apenas 10 dias, segundo as novas regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para conter o uso abusivo deste tipo de medicamento. As normas entram em vigor daqui a cerca de um mês (30 dias após a publicação em Diário Oficial). Prescrições emitidas antes do início das regras valerão por 30 dias.

Receitas serão emitidas pelo médico em duas vias: a primeira ficará com a farmácia e a segunda, carimbada, com o paciente. O sistema é o mesmo usado na venda de remédios de tarja preta, como antidepressivos. Embora a tarja continue vermelha, antibióticos ganharão na embalagem a inscrição "Venda sob prescrição médica - Só pode ser vendido com retenção da receita". As medidas serão válidas para as mais de 90 substâncias antimicrobinanas com registros no País. Porém, amoxilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol terão regras mais rígidas. Além da receita, a venda delas será registrada no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados), que registra toda transação de remédios controlados no País.

Sobre a adaptação das farmárcias e drogarias, a Anvisa informou que estas terão 30 dias. Todas deverão estar cadastradas no SNGPC e terão 180 dias para fazer a adesão.

CASOS EM MINAS GERAIS

As medidas entram em vigor para tentar conter a bactéria KPC, que segundo o Ministério da Saúde se tornou resistente devido ao uso indiscriminado de antibióticos pela população. Já há casos em estados como Paraíba, Espírito Santo, Paraná, São Paulo, Góias e Santa Catarina, além do Distrito Federal. De acordo com a Anvisa, Minas Gerais teve 12 casos entre julho de 2009 e julho deste ano. Entretanto, a Secretária de Saúde do Estado nega o registro.