Ainda tabu para muitos homens, exame de próstata avança no País
Levantamento do Ministério da Saúde aponta que exames de PSA passaram de 1 milhão para 3 milhões em seis anos
O Ministério da Saúde registra que, entre 2003 e 2009, o número de testes para detectar problemas na próstata triplicou. O total de PSA - exame que verifica a dosagem do Antígeno Prostático Específico, proteína importante para a exclusão de possível tumor maligno na glândula - passou de 1 milhão para 3 milhões. Política de saúde exclusiva para o público masculino contribuiu para a adesão à prevenção. Mas muitos homens ainda não se submeteram ao procedimento, por puro desconhecimento ou preconceito.
A próstata é uma glândula com tamanho e forma de noz, situada debaixo do colo da bexiga. Ela circunda a uretra, duto pelo qual a urina é expelida, no ponto de onde a uretra sai da bexiga. A próstata produz um líquido que é eliminado durante o ato sexual junto com os espermatozóides. O exame preventivo, assim como ocorre com mulheres, no caso das mamas, ajuda a combater possível câncer.
Na maioria dos indivíduos, o tumor cresce lentamente e sem progressão para outras partes do corpo. A doença maligna da próstata atinge, anualmente segundo especialistas mais de 700 mil homens no mundo causando 250 mil mortes. O tratamento deve começar precocemente nos homens de até 70 anos. A partir dessa idade, a opção de vigilância se as condições permitirem pode ser avaliada pelo médico.
A Política Nacional de Saúde do Homem completou um ano em agosto de 2010. O governo repassa a cada município R$ 75 mil para o financiamento de ações e serviços relacionados à saúde do homem - 70 cidades, incluindo as capitais, já aderiram às medidas. O Brasil é o pioneiro na América Latina na implementação de programa com esse perfil.
Outra constatação do Ministério da Saúde é que, em sete anos, a quantidade de vasectomias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 79% - cirurgias saltaram de 19.103 em 2003, para 34.144, em 2009, quando foi registrado também aumento do valor pago por procedimentos ambulatoriais (de R$ 123,18 a R$ 306,47) e 20% do valor por operação feita com internação (de R$ 255,39 para R$ 306,47).
