quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O que as pessoas dirão de ti em seu aniversário de 80 anos?

Olá amigos!
Existem duas dinâmicas dentro da psicologia que são muito fortes. A primeira é mais intensa e, justamente por isso, não muito recomendada. Em resumo, imaginamos como seria o nosso próprio velório. A segunda, parecida nos objetivos e um pouco mais leve, nos leva ao nosso aniversário de 80 anos.
Devemos imaginar que pessoas importantes da nossa vida estão ali, ainda que muito velhinhas, e que estão fazendo uma homenagem pelo nosso dia. O que as pessoas falarão de ti? Como elas descreverão como foi a sua vida?

O que as pessoas dirão de ti em seu aniversário de 80 anos?

Certa vez eu vi um filme que falava que, à medida em que vamos ficando mais velhos, ficamos menos preocupados em obter sucesso e ganhos de todos os tipos e mais preocupados com o que vamos deixar. O que vamos deixar para as pessoas ao nosso redor e, principalmente, com a imagem que vamos deixar de quem somos.
E é este justamente o grande objetivo destas duas dinâmicas. Entendo que pode ser até muito angustiante pensar em ter 80, 90, 100 anos ou pensar na própria morte. Porém, estas não são as nossas únicas certezas absolutas? De que vamos envelhecer e de que vamos morrer um dia?
Lembro de uma mulher, uma americana, que gostava de assistir ao antigo programa da Oprah. Em um dos programas ela se deparou com a questão: – “O que eu estou deixando para o mundo?”
Depois de matutar bastante na pergunta, ela decidiu criar uma força-tarefa para ajudar comunidades paupérrimas na África, doando alimentos e construindo casas.
Mas esta foi a resposta dela. Qual será a sua?

O sapato que serve no pé de um, não serve no pé de outro

Para estas duas dinâmicas, não existe uma resposta correta. Esta mulher decidiu prestar a sua colaboração em um país distante. Outra pessoa pode querer adotar uma criança abandonada pelos pais em sua cidade e outra pode querer desenvolver uma pesquisa, em uma área específica do saber, para ajudar as próximas gerações.
Por isso, o sapato que serve no pé de um, não serve no pé de outro. Cada um parte de uma condição familiar, social e econômica e a partir de sua individualidade deve buscar sua própria resposta. O ideal é que a resposta não seja um “tanto faz” ou uma resposta acomodada e que não mexe com os sentimentos.
Pois não fazer nada é também fazer alguma coisa. E o que se fez e se faz hoje será o que teremos construído para o futuro.
Alguém pode perguntar, mas qual é o problema de não fazer nada? O problema é que certamente haverá arrependimento e, segundo pesquisas, encontramos 5 grandes arrependimentos ao final da vida:

Os 5 maiores arrependimentos antes de morrer
- Ter deixado de ter contato com os amigos;
- Não seguir os seus próprios sonhos (e seguir o sonho dos outros, pais, familiares, de uma moral);
- Ter trabalhado muito e não ter aproveitado melhor o tempo;
- Não expressar os próprios sentimentos;
- Não ter se permitido ser feliz
São estes os 5 principais. Creio que poderíamos acrescentar outros, mas todos vão acabar caindo no:

“Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim mesmo, não a vida que os outros esperaram de mim”

Em resumo, viver os próprios sonhos. James Hillman gostava de citar uma passagem de um poema do fantástico poeta Keats (o mesmo que dizia que a verdade é beleza e a beleza verdade). Keats dizia que o mundo é o vale de fazer almas (the vale of soul-making).
Fazer alma. Fazer psique. Enquanto estamos vivos estamos criando uma alma, uma psique. A nossa própria alma, a nossa própria psique. Por isso é quase um crime ser subverniente.
Curioso que é fácil ver semelhança com a primeira frase da autobiografia de Jung, na qual ele diz: “Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Em alemão: “Mein Leben ist die Geschichte einer Selbstverwirklichung des Unbewußten”.
Selbstverwirklichung. Autorealização. Individuação. Vida-energia (inconsciente) para vida-consciência.
Curioso também como o último lema do fim de análise para Freud era semelhante a Keats, Hillmann e Jung: “Wo Es war, soll Ich werden”. Aonde estava o Id (Es), deve advir o Eu (Ich)”.

Conclusão

Talvez mais forte do que a dinâmica do próprio velório ou do aniversário de 80 anos não seja a morte ou o envelhecimento, mas a percepção de que não estamos levando uma vida autêntica. A mulher que vê televisão poderia sonhar que, em sua festa de 80 anos, as pessoas estariam dizendo que ela era uma pessoa boa, caridosa, abnegada. Mas ela não será isso se continuar sentada no sofá vendo TV. Mas será se mudar sua rotina e começar a ajudar as pessoas que precisam muito.
Em outras palavras, sabemos – no fundo – quando estamos fazendo o que temos que fazer e quando não estamos. A morte e a velhice são um processo natural. Contudo, não é natural não utilizar o tempo até lá para se realizar, para transformar o id em mais eu, para fazer deste mundo o vale de fazer a própria alma.
Autor:  (https://www.psicologiamsn.com/2015/02/o-que-pessoas-dirao-de-ti-em-seu-aniversario-de-80-anos.html)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Telefone Úteis

TELEFONES ÚTEIS:

Funerária Santa Madalena: 3394-0633
Plano Funeral SMA: 2416-3932
Direitos Humanos: 100
Atendimento à mulher: 180
Atendimento à criança: 123
Atendimento ao Idoso: 0800-2822-899
Polícia Federal: 194
Defensoria Pública do Rio: 129
Ministério Público: 127
Alô Alerj: 0800-0220-008
Detran-RJ: 0800-0204-042
Cedae: 0800-2821-195
Light: 0800-0210-196
Ampla: 0800-2800-120
CEG: 0800-0240-197
Procon RJ: 151

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Indignação


Dicionário sucinto da bioquímica da Indignação

A indignação é fruto dos mesmos mecanismos neuroquímicos que produzem a raiva - e é essa, afinal de contas, a emoção primordial de uma pessoa indignada. No entanto, a indignação é um sentimento mais complexo, que envolve a participação dos circuitos cerebrais responsáveis pela elaboração de conceitos morais como injustiça e violação de normas sociais. Como é grande o peso dos valores culturais na gênese desse sentimento, o que faz uma pessoa ficar indignada pode não causar a menor reação em outra. Ao ver alguém furando fila, a tendência é ficar indignado, pois o código social vigente interpreta o comportamento do furão como uma violação de direitos. Mas nem todos se comportam dessa maneira, como é possível perceber em quaisquer luares públicos do Brasil.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Desconfiança


Dicionário sucinto da bioquímica da Desconfiança

A desconfiança é produto de uma liberação exagerada de testosterona, o hormônio sexual masculino. Um estudo publicado recentemente na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que mulheres consideradas crédulas perderam  muito da confiança que tinham em outras pessoas depois de ingerir algumas gostas do hormônio. As voluntárias da pesquisa, moças de 20 anos, em média, foram convidadas a classificar uma série de rostos desconhecidos numa escala de -100 (pouco confiável) a +100 (muito confiável). Em seguida, as mais ingênuas repetiram o exercício, agora sob o efeito da testosterona. Com o hormônio, o grau de confiança delas caiu cerca de 50%. A hipótese é que a testosterona aumente os níveis de vasopressina, substância associada à liderança e competitividade.

O estado patólogico da desconfiança se manifesta na esquizofrenia  e na dependência química, em especial durante os surtos que acometem seus portadores. As duas doenças são caracterizadas por um desequilíbrio na síntese de dopamina, o que favoreceria a liberação de testosterona e, em consequência, de vasopressina.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Compaixão


Dicionário sucinto da bioquímica da Compaixão

Assim como o ciúme, a compaixão é uma emoção exclusivamente humana. Ela envolve as estruturas cerebrais que nos permitem reconhecer o sofrimento em outras pessoas, por meio de expressões faciais e corporais e nuances no tom da voz - conjunto definido pelos especialistas como "contágio emocional". Diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Nosso cérebro atua como se fossémos nós a sofrer". Além das áreas associadas à afetividade, a compaixão requer a participação de processos cognitivos intrincados, indispensáveis para que nos coloquemos no lugar do objeto de condolência, sem que tenhamos necessariamente vivido a sua situação. "Por causas de tais processos, quem sente compaixão experimenta ainda o ímpeto de agir e amenizar o sentimento alheio", diz Jorge Moll, neurologista do Instituto D´Or de Pesquisa Ensino do Rio de Janeiro.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: o Ciúme


Dicionário sucinto da bioquímica do Ciúme

No século XVII, o religioso espanhol Tirso de Molina, criador do personagem Dom Juan, definiu o ciúme como "o saleiro no banquete do amor". Pois bem, na química das emoções, esse sal é também a oxitocina, que mantém o vínculo afetivo entre o ciumento e a pessoa amada. Sentimento exclusivamente humano, o ciúme, no entanto, resulta de processos mentais bem mais complexos do que a simples liberação de um neurotransmissor. O ciúme acende, por exemplo, a região lombo frontal - o que faz com que o ciumento se corroa de angústia ao imaginar que possa estar sendo traído. Ligam-se a esse circuito aqueles associados ao stress e à agressividade, com a liberação do hormônio cortisol. Com isso, ocorre a experiência física do ciúme - traduzida por tarquicardia, boca seca e estômago embrulhado.

O ciúme patológico costuma ser sintoma de vários transtornos psiquiátricos. É comum que os deprimidos apresentem delírios ciumentos, em função de um desequilíbrio da ação da serotonina, substância neurotransmissora que proporciona prazer. O ciúme doentio pode atingir ainda as vítimas de transtorno obsessivo-compulsivo, pânico e os portadores de afecções neurológicas, como a doença de Parkison e o alcoolismo, segundo descreveu a psiquiatra italiana Donatella Maraziti, em seu livro ...E Viveram Ciumentos & Felizes para Sempre (Casa Editorial Luminara). Sessões de terapia cognitivo-comportamental podem ser úteis. Em certos casos, os médicos recorrem a antidepressivos específicos para serotonina.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: o Amor


Dicionário sucinto da bioquímica do Amor

Dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987): "O amor dinamita a ponte e manda o amante passar", Amar não é e nunca será fácil. Até o amor materno passa por suas provações. As complicações, em geral, advêm de influências externas. Da perspectiva bioquímica, amar é de uma simplicidade comovente, mera questão de oxitocina. A substância ativa nas áreas da afetividade, ajudando a estabelecer e a fortalecer os vínculos de afeição - seja entre mãe e filho, o homem e mulher ou amigos. Quanto maior a produção de oxitocina, maior também a liberação de - aí esta ela outra vez - dopamina, a substância da alegria, responsável pelo controle do sistema de recompensa cerebral. Para manutenção do amor romântico, a biologia fornece um prazo de validade - em média, quatro anos, o tempo exigido para a concepção, a gestação, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê. A natureza é pragmática.