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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Compaixão


Dicionário sucinto da bioquímica da Compaixão

Assim como o ciúme, a compaixão é uma emoção exclusivamente humana. Ela envolve as estruturas cerebrais que nos permitem reconhecer o sofrimento em outras pessoas, por meio de expressões faciais e corporais e nuances no tom da voz - conjunto definido pelos especialistas como "contágio emocional". Diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Nosso cérebro atua como se fossémos nós a sofrer". Além das áreas associadas à afetividade, a compaixão requer a participação de processos cognitivos intrincados, indispensáveis para que nos coloquemos no lugar do objeto de condolência, sem que tenhamos necessariamente vivido a sua situação. "Por causas de tais processos, quem sente compaixão experimenta ainda o ímpeto de agir e amenizar o sentimento alheio", diz Jorge Moll, neurologista do Instituto D´Or de Pesquisa Ensino do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Alerta para excesso de sal


Estudo da Anvisa revela que alimentos industrializados, como macarrão instantâneo, têm altas taxas de sódio

O macarrão instantâneo é o campeão do sódio entre os produtos industrializados, mostra um estudo apresentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Salgadinhos de milho, batatas-fritas, refrigerantes e até biscoitos de polvilho também entraram para a lista negra da instituição. O excesso de sal está ligado a uma série de distúrbios, entre eles hipertensão, problemas nos rins, doenças cardíacas e colesterol alto.

- Em algumas amostras de macarrão ficou constatado que, ao comer uma única porção desse alimento, a pessoa está ingerindo 167% do sódio recomendado para ser consumido durante todo dia - explica a diretora da Anvisa Maria Cecília Brito.

Já a quantidade de sódio encontrado na batata palha pode variar em até 14 vezes de marca para marca. Nos salgadinhos de milho, essa diferença chega a 12,5.

Refrigerantes

A pesquisa da Anvisa apontou, ainda, que os níveis de sódio dos refrigerantes de baixa caloria, tanto à base de cola quanto à base de guaraná, apresentam maiores valores de sódio em relação aos refrigerantes comuns. Nos refrigerantes de cola, a média dos teores de sódio encontrada foi de 54mg/l, enquanto nos refreigerantes de cola de baixa caloria essa média foi de 97mg/l.

Já nos refrigerantes de guaraná, os valores médios de sódio encontrados no produto convencional e no de baixa caloria foram 81 mg/l e 147 mg/l respectivamente.

- Esses valores mais altos podem ser explicados pelo uso de aditivos, como o ciclamato de sódio, nos produtos de baixa caloria.

Para gorduras saturadas, chama atenção a grande quantidade de marcas de alimentos com teores superiores à média encontrada na respectiva categoria. No caso das batatas fritas, 17 das 28 marcas analisadas estavam com teores de gordura saturada acima da média.

Já nos salgadinhos de milho, o maior valor encontrado de gordura saturada (2,6g/25g) foi dez vezes maior que o valor mínimo (0,25g/25g). Nos biscoitos, o que apresentou os maiores teores de gorduras, tanto saturadas quanto trans, foram os de polvilho.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dor crônica é doença. E precisa ser tratada.


Equivocadamente aceita como
 consequência natural de um trauma,
 de uma doença ou do envelhecimento,
 a dor, quando persistente,
 pode se tornar a própria doença.

De forma geral, a dor é um sinal de alarme do organismo. Quando há algo errado, ele reage disparando um estímulo para o sistema nervoso central, dando o aviso. Mas um alarme só e bom se pode ser desligado. No caso da dor, isso se faz corrigindo a origem do problema. Dores - mesmo as agudas, causadas por lesão, cirurgia ou traumatismo - tem começo, meio e fim. Se isso não acontece, a dor vira crônica, torna-se a própria doença. Dores diárias ou intermitentes, que duram de três a seis meses ou mais, são consideradas crônicas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 30% das pessoas sofrem de dor crônica. O mal pode estar associado a processos dolorosos crônicos, como hérnia de disco, artrite, artrose e câncer, dentre outros. Mas também pode ser gerado ou intensificado como uma espécie de curto-circuito no sistema de alarme do corpo, que cria uma memória da dor, fazendo com que ela ocorra independentemente daquilo que a ocasionou.

A dor crônica afeta a qualidade de vida das pessoas, atrapalha ou impede atividades rotineiras e pode desencadear problemas como depressão, ansiedade e estresse. Também pode prejudicar os sistemas imunológico, cardíaco e respiratório e produzir alterações na pressão arterial e na capacidade motora. Além disso, quem tem dor crônica tende a não se alimentar bem, dorme mal e prejudica suas relações sociais. São condições que propiciam novas doenças.

O que fazer? O primeiro passo é rejeitar a idéia de que sentir dor é normal porque faz parte de um processo crônico, de cura ou de envelhecimento. Todo o tipo de dor - aguda ou crônica - requer atenção médica. Quando não pode ser curada, a dor pode ser tratada. Quando não pode ser eliminada, pode ser minimizada.

Mesmo no meio médico, a questão da dor é às vezes relevada - seja porque ela é considerada inerente à doença ou ao procedimento realizado, ou não há causa evidente para sua manifestação, ou até porque a dor é subjetiva, varia de paciente para paciente. Ainda que não se identifique uma causa, a atitude correta é: se a pessoa diz que tem dor, a dor existe. Alguns hospitais, além de contar com uma equipe especializada para tratar do problema, reconhecem a sua importância incluindo a dor como o quinto sinal vital, monitorado ao lado de pressão arterial, pulso, respiração e temperatura. Com base em uma escala, o próprio paciente atribui um grau à intendidade da sua dor para que a equipe possa programar os melhores cuidados para cada caso.

É ampla a gama de recursos para o tratamento. Dentre os medicamentos, estão os analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos e opiodes (que, embora provoquem temor em leigos, não geram dependência quando adequadamente ministrados). Somam-se a eles técnicas de fisioterapia, laser, acupuntura, massagens e outras. Nos dias de hoje, só uma coisa pode fazer uma pessoa continuar sofrendo com a dor: a crença de que ela é simplesmente sintoma de algum outro problema e, portanto, normal. Sentir dor não é normal. E de maneira crônica, é doença - que precisa ser tratada como qualquer outra.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Você corre risco de ter doenças cardíacas?


Teste elaborado por Ruy de Souza
Especialiasta em Cardiologia

  • Você bebe ou fuma?
    • Sim
    • Não

  • Leva uma vida sedentária sem praticar exercícios?
    • Sim
    • Não

  • Sua dieta é rica em gordura ou com muito sal?
    • Sim
    • Não

  • Há histórico de infarto ou de doenças cardíacas na sua família?
    • Sim
    • Não

  • Leva um vida estressante?
    • Sim
    • Não

  • Tem colesterol alto?
    • Sim
    • Não

  • Sofre de pressão alta?
    • Sim
    • Não
RESULTADO
MAIORIA SIM: Você pode desenvolver doenças cardíacas, tais como hipertensão, colesterol e triglicerídios altos, arritmias cardíacas, infarto e AVC. Dos sintomas iniciais, os mais comuns são cansaço e, às vezes, dor de cabeça, tonteira e insônia. Porém, para evitar problemas no coração, é importante investir em qualidade de vida: boa alimentação, prática de atividade física e diminuição do estresse.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mal que avança entre as crianças


Hipertensão, geralmente associada ao envelhecimento, atinge cada vez mais os pequenos e também adultos com até 34 anos no Brasil

Cerca de 30 milhões de brasileiros são hipertensos. Desses, 19% são crianças, adolescentes e adultos com menos de 34 anos. A doença, antes associada ao envelhecimento, está atingindo faixas etárias cada vez mais jovens - estima-se que cerca de 5% das crianças sofram do mal.

Segundo especialistas, o problema dessa "precocidade" é o aumento do tempo de convivência com a doença. Em média, o brasileiro convive por 24 anos com a hipertensão. Em 2030, essa duração pode chegar a 35 anos.

"Quanto mais cedo a hipertensão se desenvolve, mais tempo a pessoa fica exposta às alterações no organismo, se tornando propenso a complicações em órgão como rins, cérebro, coração e vasos sanguíneos", explica Andrea Brandão, membro do Conselho de Administração da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Brandão afirma que a migração da doença para os jovens acontece, principalmente pelos maus hábitos da vida. "A criança de hoje se alimenta mal, não pratica atividades físicas, fica muito tempo no computador ou na TV e come muito sal, principalmente em alimentos prontos. Logo, não só a hipertensão, mas também a obesidade, começa a aparecer mais cedo", destaca a profissional, ressaltando que crianças devem começar a aferir a pressão arterial aos 3 anos de idade, ao menos uma vez por ano.

O alerta foi feito pelo laboratório Novartis em um evento sobre cardiologia.

sábado, 9 de outubro de 2010

Orientação SMA: Medicamentos

Muita atenção quando tomar seus remédios
Horário, alimentos e até cigarro influenciam no efeito do medicamento

Quando um médico receita um remédio que deve ser tomado de tantas em tantas horas, é muito importante respeitar essas orientações. Isso porque tomar o medicamento na hora errada pode atrapalhar sua atuação.

A pressão arterial, por exemplo costuma ser mais alta entre 6h e 7h da manhã, então se você tomar o remédio para hipertensão muito depois disso ele não irá fazer efeito.

O mesmo acontece com medicamentos para baixar a febre. Ela costuma ter picos à 11h, mas as 3, 4h da manhã ela tem as temperaturas mais baixas. Assim tomar o antitérmico no pico da temperatura não irá adiantar e a febre só vai abaixar quando já seria normal apresentar uma queda.

Os diabéticos que tem trabalho estressante durante o dia não devem tomar insulina apenas à noite. É preciso administrá-la durante o dia, quando há maiores taxas de glicose no sangue e mais necessidade da substância.

Outro fator importante para a eficácia dos remédios é a interação que eles têm com outras substâncias no organismo. Medicamentos à base de ferro não podem ser tomados logo após alimentos ricos em cálcio, como leite e queijos, já que o cálcio interfere na absorção do ferro. O leite interfere também na absorção de antibióticos de tetraciclina.

Uma das classes de remédios mais vendidadas, os analgésicos são influenciados pelo efeito do cigarro. A presença do tabaco na corrente sanguínea diminui o efeito desse tipo de medicamento.

Então, leve a sério a recomendação do médico e tome sempre o remédio na hora certinha!