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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Indignação


Dicionário sucinto da bioquímica da Indignação

A indignação é fruto dos mesmos mecanismos neuroquímicos que produzem a raiva - e é essa, afinal de contas, a emoção primordial de uma pessoa indignada. No entanto, a indignação é um sentimento mais complexo, que envolve a participação dos circuitos cerebrais responsáveis pela elaboração de conceitos morais como injustiça e violação de normas sociais. Como é grande o peso dos valores culturais na gênese desse sentimento, o que faz uma pessoa ficar indignada pode não causar a menor reação em outra. Ao ver alguém furando fila, a tendência é ficar indignado, pois o código social vigente interpreta o comportamento do furão como uma violação de direitos. Mas nem todos se comportam dessa maneira, como é possível perceber em quaisquer luares públicos do Brasil.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Idosos: denúncias de violência aumentam


Foram 93 queixas de maus-tratos em asilos

Denúncias sobre maus-tratos a idosos se tornam cada vez mais comum nos asilos cariocas. De janeiro a agosto deste ano, 93 relatos chegaram ao Núcleo de Violência Doméstica do Disque-Denúncia. Um aumento de 63% se comparado aos 57 casos registrados no mesmo período de 2005.

As denúncias desse tipo de violência crescem progressivamente. Entre 2008 e 2009, as queixas saltaram de 67 para 90. Já o número de registros em que o idoso foi maltratado dentro de residências subiu de 852 relatos para 1.074, na comparação de janeiro a agosto de 2009/2010. Os bairros campeões de queixas são da Zona Oeste - Campo Grande, Bangu e Santa Cruz. Em seguida estão Copacabana e Jacaré.

Segundo a promotora de Justiça e Proteção ao Idoso, Eliane Belém, "90% dos casos protocolados no Ministério Público acontecem no lar". A maioria das reclamações está relacionada à negligência e ao mau uso da pensão do isoso e, não a agressões. O telefone do Disque-Denúncia é 2253-1177.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Comida alivia a inflação de idosos


Custo de vida da Terceira Idade registra queda de preços de legumes e hortaliças.
Vestuário também fica mais barato no terceiro trimestre

Famílias compostas por pessoas com mais de 60 anos de idade tiveram ganho duplo no terceiro trimestre deste ano. Esse grupo pagou menos pela alimentação, garantindo um prato mais saudável no dia a a dia e gastou menos com roupas. Os preços, principalmente, das hortaliças e dos legumes registraram quedas significativas no período, conforme o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC3i), divulgado em outubro de 2010, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com a inflação dos idosos, os valores de hortaliças e legumes encontradas em feiras e mercados baixaram 20,81% no terceiro trimestre. No segundo trimestre a queda foi de 8,62%. Já a taxa do grupo alimentação caiu de 0,01% para -1,27% no trimestre. O quesito vestuário ficou mais barato 0,87%, com destaque para o item roupas.

No terceiro trimestre do ano, o IPC 3i ficou em 0,05%. O percentual mostra forte desacelaração se comparado com os números do segundo trimestre, quando houve alta de 0,92%, informou a FGV. Nos últimos 12 meses o indicador acumula alta de 4,25%.

O IPC 3i também apontou redução de preços nos grupos habitação, despesas diversas, saúde e cuidados pessoais e educação, leitura e recreação. O destaque foi para os itens tarifa de eletricidade residencial, serviço religioso e funerário e medicamentos em geral.

Os transportes, de acordo com a FGV, foram a exceção que registraram alta de preços, devido a infliuência do preço do álcool combustível (-18,20% para -7,73%), que caiu menos. Também no sentido contrário, vem o que mais pressionou a alta do medidor: mensalidades  dos planos de saúde. Estes tiveram reajuste de 1,5% no trimestre.

A presidente da Federação das Associações  dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio, Yeda  Gaspar, afirma que os maiores de 60 anos aproveitam promoções para conseguir comprar mais barato. Segundo ela, a queda dos preços dos legumes e hortaliças ajuda a melhorar a alimentação dos aposentados e pensionistas. A presidente acredita, porém, que outros itens deveriam baixar de preço também como plano de saúde, leite e carnes.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Na automedicação, bom-senso é o melhor dos remédios.


Consumo de medicamentos
 por conta própria exige cuidados.
Em maior ou menor grau, todas as drogas podem oferecer riscos.

Não é exagero dizer que a maioria das pessoas fez ou fará uso de um remédio por conta própria. Trata-se de um comportamento observado em todo mundo e até justificável em algumas situações. Seria praticamente impossível recorrer ao médico ou bater à porta de uma instituição de saúde no caso de uma dor de cabeça eventual ou uma indisposição estomacal, por exemplo. A própria Organização Mundial de Saúde reconhece a automedicação como um complemento aos sistemas de saúde. O problema é que os limites do consumo racional são frequentemente ultrapassados e as consequências podem ser desastrosas.

Não há, no Brasil, dados oficiais sobre o número de pessoas que se automedicam. Mas há indicadores de alerta, como o levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas - SINITOX de 2007, que mostrou que a ingestão indevida de medicamentos foi a principal causa dos casos de intoxicação registrados, respondendo por cerca de 30% do total.

Intoxicações são apenas um exemplo do universo de riscos. Dentre eles, estão o mascaramento dos sintomas, com o consequente retardo na identificação da doença, as dosagens insuficientes ou excessivas, os efeitos adversos e colaterais desnecessários e o desconhecimento de possíveis interações com outros medicamentos.

Até medicamentos de venda livre (sem tarja), como analgésico, antiácidos, antitérmicos e antigripais, podem trazer riscos. Por exemplo: em crianças com algumas doenças virais, como gripe e catapora, o ácido acetilsalicílico pode precipitar a síndrome de Reye, um tipo de doença fulminante no fígado, fatal na maioria dos casos. Às vezes, a pessoa nem sabe que está ingerindo uma droga em excesso, pois combina vários medicamentos que têm o mesmo princípio ativo. O paracetamol, por exemplo, está presente em remédios para gripe, reumatismo, cólicas e enxaqueca.

No caso dos medicamentos de tarja preta, a automedicação é minimizada graças ao sistema de controle de venda, com exigência e retenção da receita médica. Mas o maior perigo está nos medicamentos de tarja vermelha. Apesar de a exigência legal de apresentação da prescrição médica no ato da compra, são facilmente adquiridos sem a necessidade de nenhuma receita ser mostrada. Nessa categoria estão os antibióticos, cujo uso indiscriminado pode trazer consequências para o paciente e para a sociedade, uma vez que o consumo sem critério favorece a resistência microbina, anulando a eficácia das drogas. Atualmente, a Anvisa estuda normas mais rígidas para a venda desses medicamentos.

Mas a prática de automedicação já diminuiria com o mero cumprimento das regras atuais para as drogas de tarja vermelha. Para as de venda livre, é praticamente impossível estabelecer regras. O consumidor deve, no mínimo, ler a bula e, em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas, procurar o médico. E pessoas que já fazem uso regular de algum medicamento devem ter cuidado redobrado para evitar reações causadas pela interação do remédio prescrito com o tomado por conta próproia. Acima de tudo, deve imprerar o bom-senso - este sim o melhor dos remédios e sem contraindicações.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A SMA te mantém informado sobre a Longevidade

Mente sã em corpo são: regras para toda a vida
Como na citação de origem latina, a gerontóloga lembra:
 "O idoso precisa de saúde mental e autonomia"

A geriatria e gerontóloga Andréa Prates, coordenadora do Centro Internacional de Informações para o Envelhecimento Saudável (Cies), trouxe para o V Fórum da Longevidade uma história de vida para ilustrar, por meio de uma rica linha do tempo, ações capazes de assegurar um envelhecimento ativo. Ela contou a história de vida da baiana Elza, residente em São Paulo, que já passou dos 100 anos de forma ativa e feliz. "Ela sempre foi feliz e sempre se desafiou a enfrentar novas realidades, como perda de bens e reconquista, sem deixar de ser otimista."

Segundo Andréa, "a idade cronológica não é o parâmetro mais importante na velhice para determinar a qualidade de vida do idoso. O mais importante é a capacidade funcional e a autonomia dessa pessoa."

A geriatra lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou, em 1999, o conceito de envelhecimento ativo e realçou que "para se chegar ao envelhecimento ativo é preciso ter uma boa genética, capacidade funcional para desempenhar atividades como comer, pegar ônibus, pagar contas, boas condições de moradia, apoio social, trabalho e renda. É preciso ainda ter boa saúde mental, autonomia e resistência".

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Comunicado SMA: Dia Nacional do Idoso

Dia Nacional do Idoso terá programação agitada

Amanhã é o Dia Nacional do Idoso e o movimento "Melhor Idade, eu acredito" vai comemorar a data com atendimentos e assistência médica gratuitos para as pessoas que já passaram dos 60 anos. Por isso vôs e vovós, nada de ficar parados em casa.


Entre as especialidades que serão oferecidas estão geriatria, nutricionismo, psicologia, enfermaria e orientação jurídica. O evento acontecerá amanhã na sede da Kanguruh, que fica na Rua da Assembléia, 10/3111, Centro, Rio, a partir das 10h.