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sábado, 15 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: o Ciúme


Dicionário sucinto da bioquímica do Ciúme

No século XVII, o religioso espanhol Tirso de Molina, criador do personagem Dom Juan, definiu o ciúme como "o saleiro no banquete do amor". Pois bem, na química das emoções, esse sal é também a oxitocina, que mantém o vínculo afetivo entre o ciumento e a pessoa amada. Sentimento exclusivamente humano, o ciúme, no entanto, resulta de processos mentais bem mais complexos do que a simples liberação de um neurotransmissor. O ciúme acende, por exemplo, a região lombo frontal - o que faz com que o ciumento se corroa de angústia ao imaginar que possa estar sendo traído. Ligam-se a esse circuito aqueles associados ao stress e à agressividade, com a liberação do hormônio cortisol. Com isso, ocorre a experiência física do ciúme - traduzida por tarquicardia, boca seca e estômago embrulhado.

O ciúme patológico costuma ser sintoma de vários transtornos psiquiátricos. É comum que os deprimidos apresentem delírios ciumentos, em função de um desequilíbrio da ação da serotonina, substância neurotransmissora que proporciona prazer. O ciúme doentio pode atingir ainda as vítimas de transtorno obsessivo-compulsivo, pânico e os portadores de afecções neurológicas, como a doença de Parkison e o alcoolismo, segundo descreveu a psiquiatra italiana Donatella Maraziti, em seu livro ...E Viveram Ciumentos & Felizes para Sempre (Casa Editorial Luminara). Sessões de terapia cognitivo-comportamental podem ser úteis. Em certos casos, os médicos recorrem a antidepressivos específicos para serotonina.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Se dê bem com seus familiares


Algumas dicas para te ajudar a se relacionar melhor

Esta época de festas de final de ano é tempo de reunir a família e comemorar. Mas muita gente não gosta de reencontrar os parentes que não vê há muito tempo. A convivência com os familiares nem sempre é uma coisa simples. Quase todas as famílias têm suas brigas, mas é preciso lembrar que são eles que nos acompanharão por toda a vida. Então, uma relação equilibrada com seus parentes pode ser a base para uma vida feliz,

A primeira dica para manter um bom relacionamento com a família é ser gentil e cortês. Fique atento para que desentendimentos passados não acabem prejudicando sua relação com eles no futuro.

Outra coisa: não critique nem provoque ninguém. Normalmente criticamos uma pessoa mais para atingi-la do que para ajudá-la a melhorar. Então, se for falar alguma coisa, sugira em tom bastante simpático. Com certeza a recepção às suas palavras será bem melhor.

Por fim, se alguém o atacar ou for injusto com você, não abaixe a cabeça. Seja educado e argumente civilizadamente contra a fala da pessoa. Isso mistrará segurança e vai fazer com que os outros respeitem mais as suas opniões.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Saiba como provar união estável para requerer pensão


Para receber benefício, segurados precisam apresentar pelo menos três documentos ao INSS que mostrem que viveram juntos

Casados só na fé precisam mesmo confiar nela para comprovar a união estável no INSS na hora de requerer um pensão. Dona Laudelina Menezes, 60 anos, viúva desde março deste ano, só conseguiu receber o benefício pela morte de seu marido, José Ribeiro da Costa, após recorrer ao Judiciário. O caso dela é semelhantes aos casais que optam pela união estável, sem oficializar o casamento. Laudelina e José viveram juntos por mais de 40 anos, tiveram dois filhos, mas as provas apresentadas ao INSS foram insuficientes para a concessão.

Das três comprovações exigidas, ela só apresentou duas: certidões de nascimento dos filhos, com mais de 30 anos, e uma conta de luz. A fatura não foi aceita, porque, além de não estar em nome de Laudelina ou José, tinha endereço diferente do registrado no banco de dados do INSS. O benefício foi indeferido.

Para piorar a situação, os endereços do cadastro de Laudelina, que é aposentada, e José, eram diferentes. Já doente, ele não compareceu aos últimos recadastramentos feitos pelo INSS. O festival de desencontros e falta de documentação dificultaram a vida desta senhora até setembro, quando ação judicial reconheceu direito ao benefício.

Com tempo e ajuda dos filhos, ela reuniu provas que a Justiça considerou suficientes: procuração para receber o benefício dele, carteira de trabalho do marido com a declaração de união estável (que já não é mais aceita pelo INSS), guia de internação em que consta que ela era responsável por José e outros documentos.

O INSS chegou a sugerir que ela encontrasse testemunhas da união estável para apresentar como prova. Analfabeta, ela teria que preencher um formulário para isso. "Eu não compreendi o que era para ser feito", explica a senhora.

Segundo o INSS, somente o segurado pode preencher o pedido. É norma. Se ele não faz o requerimento, o instituto não poderá fazer pela pessoa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As dores e delícias de amamentar


Uma em cada 4 mães têm dificuldades
 no início do período de aleitamento dos filhos

Uma em cada quatro mães têm dificuldades para amamentar. Foi o que revelou um estudo do Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí. A pesquisa, feita com 1,8 mil mulheres, apontou que 435 tiveram problemas no aleitamento.

As principais dificuldades foram mama muito cheia (25%), baixa produção de leite (22%), dificuldade para posicionar o bebê (15,4%) e fissura do bico do seio (16,8%).

"Mesmo sendo um ato institivo, é claro que amamentar causa dúvidas, principalmente no início. Mas as mulheres não devem desistir. O leite materno é fundamental para o desenvolvimento do bebê".  explica Danielle Silva, coordenadora de Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira/Fio Cruz.

De acordo com ela, mães que tiveram dificuldades devem procurar os bancos de leite de seus municípios para tirar dúvidas e aprender a forma correta de amamentar.

"Existe uma equipe de enfermagem nesses locais, que orienta. Em alguns casos, por exemplo, o bebê pode se sentir desconfortável na posição tradicional: barriga do bebê encostado na barriga da mãe. Então a mãe é orientada a tentar outras posições", explica.

Em setembro de 2010, Adriane Galisteu falou sobre a dificuldade que teve de amamentar o filho Vittorio, 3 meses. "Teve um dia que falei: 'Não vou conseguir'. Entrei em pânico", contou.

Mas, segundo Danielle, não é preciso se assustar, e sim ficar atenta às (valiosas) dicas: "A primeira é não ficar ansiosa e procurar um lugar confortável. Também é importante ter apoio da família", orienta.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mais registro de cárcere privado


Denúncias de violência contra mulher
mais que quaduplicaram

Em um ano, mais que quadruplicou o número de denúncias de cárcere privado (crime em que alguém é mantido preso ilegalmente por outra pessoa) à Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, passando de 86 para 359, em todo o País. Os denunciantes, em geral, são parentes e visinhos das vítimas e os agressores, 82,3% das vezes, são maridos, companheiros ou ex-maridos.

O balanço da Secretaria de Política para as Mulheres foi feito de janeiro até setembro, comparado ao mesmo período do ano anterior.

A secretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, observa que o grau de crueldade relatado vem aumentando. Talvez, supõe ela, porque há mais estímulo para a denúncia. "A visivilidade pública dos crimes e as campanhas educativas têm estimulado as pessoas a procurar o Ligue 180 e as delegacias de polícia", diz.

Cresceram também registros de ameaça (102%) e lesão corporal (234%). Para Aparecida, a grande quantidade de denúncias de ameaças, seguidas de morte, revela que os relatos das vítimas não são levados a sério pela Segurança Pública. "Os crimes de ameaça e lesão corporal são os que levam à morte, mas são os que menos têm credibilidade. Quando uma mulher chega a uma delegacia, precisa ser orientada a não ser intimidada com a possibilidade de prisão do companheiro", afirma.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Informe SMA: Cuidado com o mosquito

A dengue ameaça
Secretário de Saúde diz que não haverá epidemia

O Ministério da Saúde informou que está acompanhando de perto a situação no Rio de Janeiro quanto a um possível surto de dengue. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o número de casos registrados de 5 de agosto a 9 de setembro, tecnicamente significa epidemia. Bairros como Catete, Glória e Lagoa apresentam índice 4 de infestação pelo mosquito Aedes Aegypti - o mais alto na escala de vulnarabilidade à epidemia.

Para conter o avanço da doença, o ministério recomenda a antecipação das ações de prevenção: visitas domiciliares, reforço da coleta de lixo, eliminação e tratamento de criadouros nas residências, aplicação de larvicidas e inseticidas e busca de casos suspeitos. Diante do risco, moradores redobram os cuidados. "Jogo cloro no ralo, não deixo água parada e tapo as caixas d'água", ensina o serralheiro Rosiel Cabral, 38 anos, morador do Estácio.

A Secretaria municipal de Saúde nega que haja epidemia no Rio. "Trata-se de um parecer técnico interno, que não foi validado", diz o secretário Hans Dohmann, garantindo que a situação está sob controle: segundo ele, este ano já foram registrados 1.779 casos de dengue na cidade, com 5 mortes. Em 2008, foram mais de 100 mil casos. "Estamos prontos para qualquer situação", disse Dohmann.