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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Desconfiança


Dicionário sucinto da bioquímica da Desconfiança

A desconfiança é produto de uma liberação exagerada de testosterona, o hormônio sexual masculino. Um estudo publicado recentemente na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que mulheres consideradas crédulas perderam  muito da confiança que tinham em outras pessoas depois de ingerir algumas gostas do hormônio. As voluntárias da pesquisa, moças de 20 anos, em média, foram convidadas a classificar uma série de rostos desconhecidos numa escala de -100 (pouco confiável) a +100 (muito confiável). Em seguida, as mais ingênuas repetiram o exercício, agora sob o efeito da testosterona. Com o hormônio, o grau de confiança delas caiu cerca de 50%. A hipótese é que a testosterona aumente os níveis de vasopressina, substância associada à liderança e competitividade.

O estado patólogico da desconfiança se manifesta na esquizofrenia  e na dependência química, em especial durante os surtos que acometem seus portadores. As duas doenças são caracterizadas por um desequilíbrio na síntese de dopamina, o que favoreceria a liberação de testosterona e, em consequência, de vasopressina.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mulher sofre mais com fumo passivo


Em todo o mundo, 600 mil não fumantes morrem por ano

O problema costuma afetar mais as mulheres: são 281 mil mortes por ano. Isso acontece porque elas têm 50% mais chances de ficarem expostas à fumaça do cigarro do que os homens.

O estudo recolheu informações em 192 países e descobriu que o fumo passivo mata 379 mil pessoas por doenças cardíacas. 165 mil por doenças respiratórias, 36,9 mil por asma e 21,4 mil por câncer de pulmão. Isso representa 1% das mortes do mundo todo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está muito preocupada também com as 165 mil crianças que morrem por infecções respiratórias causadas pelo cigarro a cada ano, a maioria no sudeste asiático e na África. Os filhos de fumantes têm maior risco de morte súbita, infecções de ouvido, pneumonia, bronquite e asma. Por isso, é importante que os pais evitem fumar perto de crianças.

Já existem leis em muitos países que proíbem o fumo em lugares públicos e fechados, mas os especialistas acreditam que é preciso criar novas restrições, embora isso seja muito difícil. Mas na Inglaterra, por exemplo, a Fundação Britânica do Pulmão está pedindo que o governo proíba o fumo dentro dos carros.

Além de 600 mil mortes por fumo passivo, as 5,1 milhões de mortes de fumantes ao ano também não devem ser esquecidas.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homens sofrem mais com o álcool


Pesqisa mostra que cabeça deles é sensível à bebida

Uma pesquisa feita pelas universidades americanas de Yaleme Columbia acaba de mostrar que os homens têm mais tendência a desenvolver o alcoolismo do que as mulheres.

Ao todo, foram avaliados 42 jovens, metade homens, metade mulheres, que nunca sofreram dependência. A cada um deles foi dada uma bebida alcoólica e outra não alcoólica. Logo depois de cada dose, um aparelho de tomografia media a diferença na liberação de substâncias ligadas a sensação de bem-estar na cabeça dos jovens.

Os pesquisadores notaram que, logo após o gole de álcool, os homens recebiam mais substância ligada ao prazer que as mulheres. Perceberam também que, nos homens, esse aumento na quantidade liberada ocorria justamente no centro de recompensas do cérebro, área ligada ao desenvolvimento do vício do prazer.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Bullying nem sempre é o pior inimigo


Cobrança excessiva dos pais
 é o que mais estressa filhos, segundo pesquisa

Pais e professores muito rigorosos devem ficar atentos para não exagerarem na dose: segundo uma pesquisa a cobrança dos adultos gera mais estresse nas crianças do que o bullying - como é chamada a prática de violência, humilhação e intimidação física ou psicológica entre os jovens, geralmente na escola.

De acordo com o trabalho realizado pela Isma-BR (International Stress Management Association do Brasil), as críticas dos adultos, o excesso de atividades na rotina e o bullying são, nesta ordem, as três principais causas do estresse mais citados pelos pequenos.

"Muitas vezes o adulto não percebe que um comentário dele traz tanto prejuízo à criança. Toda criança precisa de limites, mas a maneira de o adulto se expressar e estabelecer esses limites vai ser importantíssima para a formação da autoestima da criança", explica Ana Maria Rossi, psicóloga que coordenou a pesquisa. "O bullyng não é tão comum quanto a convivência com o adulto. Por isso, a maioria das crianças citou as críticas dos pais".

A psicóloga afirma que o adulto precisa, antes de qualquer coisa, identificar as limitações de cada criança. "É importante dar à criança desafios compatíveis com a idade. Há pais que pedem para o filho pagar contas na internet e, quando a criança erra, o pai reclama, a chama de burra, de incopetente. Isso é inaceitável", diz Ana Maria.

Quando uma criança não faz o dever de casa de forma correta, por exemplo, os adultos devem tentar ajudar. "Ao invés de dizer que 'está tudo errado', deve se sentar com a criança e ajudá-la a fazer da forma correta. Mostrar que ela pode fazer certo e incentivá-la", aconselha Ana.

O psiquiatra Fábio Barbirato, chefe do setor de Neuropsiquiatria infantil da Santa Casa de Misericórdia, concorda. "Os pais são figuras de autoridades e de acolhimento. Se o pai tem voz austera e só cobra, não reforça positivamente a criança. E quanto maior a pressão, maior o risco de a criança  estar estressada, ansiosa e ter depressão".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Seu filho sofre maus tratos?


Descubra se os pequenos são vítimas da violência

Nem sempre é possível passar o dia inteiro com os filhos. Você e seu companheiro trabalham fora e precisam deixar os pequenos para alguém cuidar ou as crianças ficam na escola. Longe dos seus olhos, como saber se o seu filho é vítima de maus tratos?

As crianças não mudam de comportamento sem motivo. Portanto, o primeiro passo é estar sempre atento a qualquer sinal de que algo não vai bem. O bebê costuma chorar, ficar inquieto e ter o sono alterado. Quando ele cresce, a falta de apetite, nota baixa na escola, agressividade, medo e dificuldade de ser relacionar podem indicar algum problema.

Perceba também se a criança rejeita qualquer toque, mesmo que seja um carinho, e se sente medo da sua ausência. Desconfie também de manchas roxas e machucados frequentes.

Converse bastante com seu filho e sempre pergunte como foi o seu dia. Deixe claro qual o comportamento esperado de uma babá, de um professor, de um padastro, de uma madrasta... E chame atenção para o que não é permitido. Assim, seu filho pode se  sentir mais à vontade para falar com você sobre tudo que ele vivencia.

Lembre-se que nem sempre a violência deixa marcas e não dar atenção ao seu filho também é uma forma de violência.

domingo, 12 de setembro de 2010

Reprodução SMA da palestra da Jill Taylor

Uma aula de esperança, trabalho e superação.
Vítima de um AVC, a neurocientista norte-americana conta
como conseguiu superar os traumas da doença.

O encerramento do V Fórum da Longevidade ficou a cargo da neurocientista Jill Taylor, que deu uma verdadeira lição de vida ao relatar a sua história de superação iniciada há 13 anos. Aos 37 anos, um coágulo no hemisfério esquerdo (associado à razão) do cérbro causou um AVC, que afetou a sua memória, os movimentos e a fala. Assim, ela teve de contar apenas com o hemisfério direito (associado ao pensamento abstrato e a criatividade) para dar impulso ao processo de recuperação que partiu da estaca zero.

Após uma arriscada cirurgia e muita terapia, aliadas à dedicação dos amigos e, principlamente, de sua mãe, a neurocientista conseguiu se recuperar totalmente, voltou a dar aula na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana e faz palestras sobre a sua impressionante recuperação.

Ela diz que entre as principais mudanças que a doença causou em sua vida está um novo olhar sobre a vida. "Agora gasto meu tempo fazendo coisas que vão ajudar outras pessoas, em vez de focar toda a minha energia apenas na carreira, como eu fazia antes do AVC."

Sobre a relação entre o que acontece no cérebro das pessoas e a longevidade, Jill Taylor explicou que o organismo humano tem 50 trilhões de células com várias funções, que vão se degenerando conforme envelhecemos. O importante é estimular as células para que substituam a função daquelas que morrem. "A longevidade e envelhecer com saúde têm a ver com as decisões que tomamos durante toda a nossa vida."

A neurocientista finalizou sua palestra com importantes dicas de conduta: "Respeite o poder de cura do sono, dormindo bem; desafie seus sistemas cerebrais (o racional e o emocional) diariamente; lembre-se que a vida acontece no momento presente e escolha concientemente onde vai depositar a sua energia; concentre-se no que é positivo; lembre-se de ser paciente; comemore cada pequena ação; preste atenção à sensação causada pelo estresse e lembre-se de agradecer ao levantar e ao deitar por mais um dia de vida.". As descobertas de Jill Taylor também abrem espaço para um poderoso antídoto contra doenças como o mal de Alzheimer, que afeta milhares de idosos ao redor do mundo.