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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Compaixão


Dicionário sucinto da bioquímica da Compaixão

Assim como o ciúme, a compaixão é uma emoção exclusivamente humana. Ela envolve as estruturas cerebrais que nos permitem reconhecer o sofrimento em outras pessoas, por meio de expressões faciais e corporais e nuances no tom da voz - conjunto definido pelos especialistas como "contágio emocional". Diz a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Nosso cérebro atua como se fossémos nós a sofrer". Além das áreas associadas à afetividade, a compaixão requer a participação de processos cognitivos intrincados, indispensáveis para que nos coloquemos no lugar do objeto de condolência, sem que tenhamos necessariamente vivido a sua situação. "Por causas de tais processos, quem sente compaixão experimenta ainda o ímpeto de agir e amenizar o sentimento alheio", diz Jorge Moll, neurologista do Instituto D´Or de Pesquisa Ensino do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mulher sofre mais com fumo passivo


Em todo o mundo, 600 mil não fumantes morrem por ano

O problema costuma afetar mais as mulheres: são 281 mil mortes por ano. Isso acontece porque elas têm 50% mais chances de ficarem expostas à fumaça do cigarro do que os homens.

O estudo recolheu informações em 192 países e descobriu que o fumo passivo mata 379 mil pessoas por doenças cardíacas. 165 mil por doenças respiratórias, 36,9 mil por asma e 21,4 mil por câncer de pulmão. Isso representa 1% das mortes do mundo todo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está muito preocupada também com as 165 mil crianças que morrem por infecções respiratórias causadas pelo cigarro a cada ano, a maioria no sudeste asiático e na África. Os filhos de fumantes têm maior risco de morte súbita, infecções de ouvido, pneumonia, bronquite e asma. Por isso, é importante que os pais evitem fumar perto de crianças.

Já existem leis em muitos países que proíbem o fumo em lugares públicos e fechados, mas os especialistas acreditam que é preciso criar novas restrições, embora isso seja muito difícil. Mas na Inglaterra, por exemplo, a Fundação Britânica do Pulmão está pedindo que o governo proíba o fumo dentro dos carros.

Além de 600 mil mortes por fumo passivo, as 5,1 milhões de mortes de fumantes ao ano também não devem ser esquecidas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Restrição a cheque deve ser avisada


Comerciantes devem informar
 meios de pagamento aceitos nas lojas.
Sem aviso, o consumidor pode escolher o que lhe convier

Os comerciantes podem se recusar a receber cheques ou mesmo cartões como forma de pagamento, mas isso só deve ocorrer se a restrição estiver bem clara ao consumidor da loja, por meio de aviso escrito na entrada ou se o cliente for informado verbalmente de imediato. Esse direito à informação clara e precisa está previsto no Código de Defesa do Consumidor. Se o comerciante não age dessa forma, o consumidor não está obrigado a honrar o pagamento da forma exigida.

"Ele deve informar a restrição a certos meios de pagamento previamente e de forma adequada, para que não pairem dúvidas", afirma Carlos Alberto Nahas, assistente de direção do Procon/SP.

O mesmo vale para cartões de débito e de crédito. Segundo Nahas, a questão é em relação ao direito à informação. "O comerciante deve informar nas portas principais do estabelecimento. Nos cardápios, além dos preços e o aviso sobre não obrigatoriedade de pagamento de gorjeta, deve estar também o meio de pagamento aceito", avisa.

De qualquer forma, avisando ou não o cliente antes, o estabelecimento também não pode restringir o pagamento com cartão de crédito a determinados produtos, como alguns fazem em relação à bebida alcoólica.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quem não se comunica...


Ninguém mais acredita que falar bem é um dom.
É condição para mandar o recado certo, administrar crises e, claro, não perder dinheiro.
Para ajudar os línguas-presas (ou soltas) existe o media training.

Neymar arrogante, Neymar provocador, Neymar indisciplinado? Logo, logo a diretoria do Santos espera poder dizer que seus problemas com o ídolo do clube acabaram. Ele prometeu se comportar melhor e não dizer besteiras? Que nada, a intervenção superior vai bem além. Neymar vai contar com curso intensivo de media training. Altos executivos, políticos e celebridades, principalmente as deslocadas rápido demais para o mundo da fama, são o público base das aulas e simulações ministradas por profissionais do ramo que ensinam como se comportar diante dos meios de comunicação e, assim, evitar conhecidas e lastimáveis mancadas. Nem é preciso lembrar como posturas e declarações estapafúrdias prejudicam a imagem e, consequentemente, os negócios. Mas, caso alguém ainda não tenha percebido, o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira, explica. Neymar, diz ele, foi instado a pedir perdão, em público e com a imprensa presente: "Alivia o erro. Também serve para recompormos o personagem Neymar e assim melhorar as possiblidades de negociação da imagem dele. Em miúdos, de conseguir patrocínio". Ou, no caso, em graúdos.

Os percalços da fama - ou infâmia - súbita valem tanto para Tony Hayward, o ex-presidente da BP, que diante do desastre do vazamento de petróleo na plataforma continental americana reclamou dizendo que queria sua vida de volta, quanto para os mineiros soterrados a 700 metros no Chile. Faltando semanas para o resgate que os traria do mundo das sombras para a exposição máxima, los 33, como são chamados, já estavam fazendo seu media training. "Eles já nos disseram que não querem  falar, por exemplo, sobre suas famílias, mas só sobre esse tempo debaixo da terra", disse o psicólogo chefe da equipe de resgate, Alberto Iturra. "Vamos ajudá-los a explicar isso aos jornalistas." Escolher o foco das declarações (válido só para heróis nacionais como os mineiros, não para uns e outros flagrados no roubolation), dar respostas pertinentes e polidas e passar uma imagem de autocontrole mesmo diante de situações delicadas são os fundamentos do media training. Apesar do público alvo de alto calibre, seus ensinamentos podem ser aplicados a situações do dia a dia das pessoas comuns, como na hora de fazer uma entrevista de emprego, apresentar um trabalho na escola.

Uma situação-limite muito citada como exemplo de media training foi a reação da Gol Linhas Aéreas ao acidente de 2006 em que 154 pessoas morreram em colisão com um jatinho sobre a selva. A diretoria da Gol vinha recebendo orientações profissionais, da MVL, para a eventualidade de uma tragédia desde a criação da empresa, em 2001. Um Manual de Crise com 3 000 páginas explicativa, entre outras coisas, perguntas inevitáveis e respectivas respostas, o modelo de comunicado à imprensa e até o formato do site da empresa  a partir da notícia do acidente. "Empresas de aviação sabem que algum dia uma de suas aeronaves vai cair. Por isso, têm de estar preparadas". explica David Barioni Neto, na época vice-presidente técnico da Gol. Na primeira entrevista coletiva, Barioni e Constantino Júnior, presidente da Gol, ambos de terno preto, estavam preparados para as perguntas - e as respostas. Quantas pessoas morreram? Ainda não sabemos, mas estamos todos concentrados na busca pela aeronave. Qual o nome dos passageiros que estavam no avião? Essa informação será dada primeiro às famílias. Como ficarão as indenizações? Não é hora de falar em dinheiro.

"Hoje em dia, não existe mais controle sobre as informações. Só o que se pode fazer é administrá-las em favor de sua reputação", diz Yara Peresm sócia da CDN, outra das grandes empresas do gênero no Brasil. O curso da CDN para executivos é dado em um dia e dura nove horas. Eles aprendem o básico sobre como funciona uma redação, quais as informações que os repórteres precisam e a melhor maneira de se posicionar diante das câmeras. Em seguida, cada participante simula uma entrevista para a avaliação final. "A idéia central é que o aluno busque um jeito de falar que lhe traga conforto. É assim que ele consiguirá comunicar as coisas mais complicadas sem se atrapalhar", explica Yara. Na MVL, psicólogos, fonaudiólogos e até professores de teatro estão na equipe de treinamento. Martin Glogowsky, presidente da Fundação Cesp, conta que lá aprendeu, por exemplo, a preparar antecipadamente a mensagem que quer passar em uma entrevista. "Tem que ser apenas uma. Falo dela no começo da conversa, no fim e, no meio dou pinceladas", resume.

A tática das pinceladas não é lá de grande ajuda na hora de apagar incêndios de maiores proporções. O envolvimento do ator Fábio Assunção com drogas é um exemplo de crise brava bem gerida. "A Globo o manteve na casa, falou pouquíssimo sobre o assunto e, nas vezes em que se pronunciou, deixou claro que iria ajudá-lo", conta um assessor que acompanhou de perto o caso. "Fábio é um valor da marca Globo, como a Xuxa e o Faustão. Malcuidada, aquela crise poderia se voltar contra a emissora." Acostumado a lidar com celebridades, Edson Giusti, dono de uma empres a de comunicação, conta que um dos conselhos que dá a atrizes ávidas por aparecer em capas de revistas é: "Parem de falar que estão apaixonadas e que vão se casar no mês que vem. Depois o casamento não acontece, os repórteres fazem perguntas e vocês se sentem perseguidas". Foi Giusi quem ajudou uma conhecida primeira-dama estadual a falar em público: "Sugeri que, ao começar a discursar, ela dissesse: ´Gente, desculpe, estou nervosa´. Isso cria empatia com o público e torna a fala mais confortável". Entre as crises que exigem gerenciamento rápido, os casos de paternidade tardiamente descoberta são clássicos do repertório de trapalhadas. "Aí não tem conversa. Enquanto agaurda o resultado do teste de DNA, o sujeito tem de agir como se fosse o pai, Tem de falar aquelas coisas bonitas, que a criança merece amor, que eles vão ser amigos no futuro", prega o jornalista e media trainer Nei Loja. Mas, ao contrário de um notório senador, nada de chamar de "a criança", como se não tivesse nada a ver com o assunto. Pega muito, muito mal.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Seu filho sofre maus tratos?


Descubra se os pequenos são vítimas da violência

Nem sempre é possível passar o dia inteiro com os filhos. Você e seu companheiro trabalham fora e precisam deixar os pequenos para alguém cuidar ou as crianças ficam na escola. Longe dos seus olhos, como saber se o seu filho é vítima de maus tratos?

As crianças não mudam de comportamento sem motivo. Portanto, o primeiro passo é estar sempre atento a qualquer sinal de que algo não vai bem. O bebê costuma chorar, ficar inquieto e ter o sono alterado. Quando ele cresce, a falta de apetite, nota baixa na escola, agressividade, medo e dificuldade de ser relacionar podem indicar algum problema.

Perceba também se a criança rejeita qualquer toque, mesmo que seja um carinho, e se sente medo da sua ausência. Desconfie também de manchas roxas e machucados frequentes.

Converse bastante com seu filho e sempre pergunte como foi o seu dia. Deixe claro qual o comportamento esperado de uma babá, de um professor, de um padastro, de uma madrasta... E chame atenção para o que não é permitido. Assim, seu filho pode se  sentir mais à vontade para falar com você sobre tudo que ele vivencia.

Lembre-se que nem sempre a violência deixa marcas e não dar atenção ao seu filho também é uma forma de violência.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Informativo Sma: O que acontece no mundo

Piadas sobre sogras são proibidas
Cidade inglesa fez lei contra gracinhas preconceituosas

Fazer piada sobre sogra está estritamente proibido no distrito de Barnet, em Londres. Um conselho integrado por autoridades administrativas locais baniu qualquer gracinha do tipo, sob o fundamento de que "tais brincadeiras são de mau gosto, por serem sexistas e desrespeitosas com as pessoas velhas da família". Essa vedação consta de um ato formal baixado na semana passada.
Quem desrespeitar está sujeito a multas, cujos valores serão carreados para um Fundo de Amparo à Velhice. No jornal Telegraph, foi publicado um documento que inclui o veto.

No Brasil, o Dia da Sogra é lembrado anualmente em 26 de abril. Na Inglaterra não há essa comemoração.