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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Saiba mais sobre: a Desconfiança


Dicionário sucinto da bioquímica da Desconfiança

A desconfiança é produto de uma liberação exagerada de testosterona, o hormônio sexual masculino. Um estudo publicado recentemente na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que mulheres consideradas crédulas perderam  muito da confiança que tinham em outras pessoas depois de ingerir algumas gostas do hormônio. As voluntárias da pesquisa, moças de 20 anos, em média, foram convidadas a classificar uma série de rostos desconhecidos numa escala de -100 (pouco confiável) a +100 (muito confiável). Em seguida, as mais ingênuas repetiram o exercício, agora sob o efeito da testosterona. Com o hormônio, o grau de confiança delas caiu cerca de 50%. A hipótese é que a testosterona aumente os níveis de vasopressina, substância associada à liderança e competitividade.

O estado patólogico da desconfiança se manifesta na esquizofrenia  e na dependência química, em especial durante os surtos que acometem seus portadores. As duas doenças são caracterizadas por um desequilíbrio na síntese de dopamina, o que favoreceria a liberação de testosterona e, em consequência, de vasopressina.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Alerta para excesso de sal


Estudo da Anvisa revela que alimentos industrializados, como macarrão instantâneo, têm altas taxas de sódio

O macarrão instantâneo é o campeão do sódio entre os produtos industrializados, mostra um estudo apresentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Salgadinhos de milho, batatas-fritas, refrigerantes e até biscoitos de polvilho também entraram para a lista negra da instituição. O excesso de sal está ligado a uma série de distúrbios, entre eles hipertensão, problemas nos rins, doenças cardíacas e colesterol alto.

- Em algumas amostras de macarrão ficou constatado que, ao comer uma única porção desse alimento, a pessoa está ingerindo 167% do sódio recomendado para ser consumido durante todo dia - explica a diretora da Anvisa Maria Cecília Brito.

Já a quantidade de sódio encontrado na batata palha pode variar em até 14 vezes de marca para marca. Nos salgadinhos de milho, essa diferença chega a 12,5.

Refrigerantes

A pesquisa da Anvisa apontou, ainda, que os níveis de sódio dos refrigerantes de baixa caloria, tanto à base de cola quanto à base de guaraná, apresentam maiores valores de sódio em relação aos refrigerantes comuns. Nos refrigerantes de cola, a média dos teores de sódio encontrada foi de 54mg/l, enquanto nos refreigerantes de cola de baixa caloria essa média foi de 97mg/l.

Já nos refrigerantes de guaraná, os valores médios de sódio encontrados no produto convencional e no de baixa caloria foram 81 mg/l e 147 mg/l respectivamente.

- Esses valores mais altos podem ser explicados pelo uso de aditivos, como o ciclamato de sódio, nos produtos de baixa caloria.

Para gorduras saturadas, chama atenção a grande quantidade de marcas de alimentos com teores superiores à média encontrada na respectiva categoria. No caso das batatas fritas, 17 das 28 marcas analisadas estavam com teores de gordura saturada acima da média.

Já nos salgadinhos de milho, o maior valor encontrado de gordura saturada (2,6g/25g) foi dez vezes maior que o valor mínimo (0,25g/25g). Nos biscoitos, o que apresentou os maiores teores de gorduras, tanto saturadas quanto trans, foram os de polvilho.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Trocar carne por frango e peixe é mais saudável


Especialistas em nutrição destacam que os pratos com cozimento lento e sem peles são ainda mais adequados

Como o dito que fala em trocar seis por meia dúzia, a substituição de carne vermelha não chega a afetar a dieta. "Não há perda. O teor de proteína varia pouco. O pescado sai na frente: têm gorduras poli-insaturadas que reduzem o colesterol e combatem a obesidade sem custar mais caro", analisa o nutrólogo e membro da Associação Brasileira de Nutrologia, José Alexandre Portinho.

Se em valor nutricional eles saem empatadas com a carne vermelha, frango e pescado oferecem mais opções de preparo saudável. Assada ou cozida, a carne de frango pode ser consumida até gelada em salpicões.

Entre as formas de preparar, os pratos com cozimento lento são mais saudáveis e podem até dispensar a adição de gorduras. "A moqueca é a melhor forma, no caso do peixe, porque usa a própria água liberada pelos temperos e legumes para cozinhar", justifica o nutrólogo José Portinho.

Ele ensina ainda que não é recomendável comer carne muito bem-passadas. Os pontos escuros que aparecem na carne muito frita ou assada estão associados a casos de câncer, alerta. Outra dica é não misturar o azeite durante o cozimento e, sim, após o preparo. No caso do frango, a recomendação é tirar toda gordura aparente. "Toda a parte amarelada deve ser separada. Essa gordura é pior do que a capa que encontramos na picanha, por exemplo", ensina o especialista.

A asinha de ave deve ser dispensada por quem teme a balança. Já coxa e sobrecoxa estão liberadas se a pele for retirada. Miúdos como coração, moela e fígado de galinha são ótimos repositores de ferro como os frutos do mar. Já vitaminas A, D, K e do complexo B estão presentes nas três opções de carnes em teores semelhantes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quem não se comunica...


Ninguém mais acredita que falar bem é um dom.
É condição para mandar o recado certo, administrar crises e, claro, não perder dinheiro.
Para ajudar os línguas-presas (ou soltas) existe o media training.

Neymar arrogante, Neymar provocador, Neymar indisciplinado? Logo, logo a diretoria do Santos espera poder dizer que seus problemas com o ídolo do clube acabaram. Ele prometeu se comportar melhor e não dizer besteiras? Que nada, a intervenção superior vai bem além. Neymar vai contar com curso intensivo de media training. Altos executivos, políticos e celebridades, principalmente as deslocadas rápido demais para o mundo da fama, são o público base das aulas e simulações ministradas por profissionais do ramo que ensinam como se comportar diante dos meios de comunicação e, assim, evitar conhecidas e lastimáveis mancadas. Nem é preciso lembrar como posturas e declarações estapafúrdias prejudicam a imagem e, consequentemente, os negócios. Mas, caso alguém ainda não tenha percebido, o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira, explica. Neymar, diz ele, foi instado a pedir perdão, em público e com a imprensa presente: "Alivia o erro. Também serve para recompormos o personagem Neymar e assim melhorar as possiblidades de negociação da imagem dele. Em miúdos, de conseguir patrocínio". Ou, no caso, em graúdos.

Os percalços da fama - ou infâmia - súbita valem tanto para Tony Hayward, o ex-presidente da BP, que diante do desastre do vazamento de petróleo na plataforma continental americana reclamou dizendo que queria sua vida de volta, quanto para os mineiros soterrados a 700 metros no Chile. Faltando semanas para o resgate que os traria do mundo das sombras para a exposição máxima, los 33, como são chamados, já estavam fazendo seu media training. "Eles já nos disseram que não querem  falar, por exemplo, sobre suas famílias, mas só sobre esse tempo debaixo da terra", disse o psicólogo chefe da equipe de resgate, Alberto Iturra. "Vamos ajudá-los a explicar isso aos jornalistas." Escolher o foco das declarações (válido só para heróis nacionais como os mineiros, não para uns e outros flagrados no roubolation), dar respostas pertinentes e polidas e passar uma imagem de autocontrole mesmo diante de situações delicadas são os fundamentos do media training. Apesar do público alvo de alto calibre, seus ensinamentos podem ser aplicados a situações do dia a dia das pessoas comuns, como na hora de fazer uma entrevista de emprego, apresentar um trabalho na escola.

Uma situação-limite muito citada como exemplo de media training foi a reação da Gol Linhas Aéreas ao acidente de 2006 em que 154 pessoas morreram em colisão com um jatinho sobre a selva. A diretoria da Gol vinha recebendo orientações profissionais, da MVL, para a eventualidade de uma tragédia desde a criação da empresa, em 2001. Um Manual de Crise com 3 000 páginas explicativa, entre outras coisas, perguntas inevitáveis e respectivas respostas, o modelo de comunicado à imprensa e até o formato do site da empresa  a partir da notícia do acidente. "Empresas de aviação sabem que algum dia uma de suas aeronaves vai cair. Por isso, têm de estar preparadas". explica David Barioni Neto, na época vice-presidente técnico da Gol. Na primeira entrevista coletiva, Barioni e Constantino Júnior, presidente da Gol, ambos de terno preto, estavam preparados para as perguntas - e as respostas. Quantas pessoas morreram? Ainda não sabemos, mas estamos todos concentrados na busca pela aeronave. Qual o nome dos passageiros que estavam no avião? Essa informação será dada primeiro às famílias. Como ficarão as indenizações? Não é hora de falar em dinheiro.

"Hoje em dia, não existe mais controle sobre as informações. Só o que se pode fazer é administrá-las em favor de sua reputação", diz Yara Peresm sócia da CDN, outra das grandes empresas do gênero no Brasil. O curso da CDN para executivos é dado em um dia e dura nove horas. Eles aprendem o básico sobre como funciona uma redação, quais as informações que os repórteres precisam e a melhor maneira de se posicionar diante das câmeras. Em seguida, cada participante simula uma entrevista para a avaliação final. "A idéia central é que o aluno busque um jeito de falar que lhe traga conforto. É assim que ele consiguirá comunicar as coisas mais complicadas sem se atrapalhar", explica Yara. Na MVL, psicólogos, fonaudiólogos e até professores de teatro estão na equipe de treinamento. Martin Glogowsky, presidente da Fundação Cesp, conta que lá aprendeu, por exemplo, a preparar antecipadamente a mensagem que quer passar em uma entrevista. "Tem que ser apenas uma. Falo dela no começo da conversa, no fim e, no meio dou pinceladas", resume.

A tática das pinceladas não é lá de grande ajuda na hora de apagar incêndios de maiores proporções. O envolvimento do ator Fábio Assunção com drogas é um exemplo de crise brava bem gerida. "A Globo o manteve na casa, falou pouquíssimo sobre o assunto e, nas vezes em que se pronunciou, deixou claro que iria ajudá-lo", conta um assessor que acompanhou de perto o caso. "Fábio é um valor da marca Globo, como a Xuxa e o Faustão. Malcuidada, aquela crise poderia se voltar contra a emissora." Acostumado a lidar com celebridades, Edson Giusti, dono de uma empres a de comunicação, conta que um dos conselhos que dá a atrizes ávidas por aparecer em capas de revistas é: "Parem de falar que estão apaixonadas e que vão se casar no mês que vem. Depois o casamento não acontece, os repórteres fazem perguntas e vocês se sentem perseguidas". Foi Giusi quem ajudou uma conhecida primeira-dama estadual a falar em público: "Sugeri que, ao começar a discursar, ela dissesse: ´Gente, desculpe, estou nervosa´. Isso cria empatia com o público e torna a fala mais confortável". Entre as crises que exigem gerenciamento rápido, os casos de paternidade tardiamente descoberta são clássicos do repertório de trapalhadas. "Aí não tem conversa. Enquanto agaurda o resultado do teste de DNA, o sujeito tem de agir como se fosse o pai, Tem de falar aquelas coisas bonitas, que a criança merece amor, que eles vão ser amigos no futuro", prega o jornalista e media trainer Nei Loja. Mas, ao contrário de um notório senador, nada de chamar de "a criança", como se não tivesse nada a ver com o assunto. Pega muito, muito mal.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inscrições para curso de Capacitação em Irajá


Projeto social inscreve para
curso de capacitação em Irajá

O projeto social da Ceasa, em Irajá, está com inscrições abertas para cursos de capacitação de pães natalinos e velas decorativas para o Natal.

O curso de pães tem a duração de um mês, com início no dia 11 de novembro. Já o de velas decorativas é composto de três aulas, nos dias 5, 12 e 19 de novembro.

As inscrições podem ser feitas das 9h às 16h, no centro social, no prédio da administração do mercado.

A Ceasa fica na Avenida Brasil 19.001, em Irajá. Para mais informações, ligue 2333-8274

domingo, 12 de setembro de 2010

Reprodução SMA da palestra da Jill Taylor

Uma aula de esperança, trabalho e superação.
Vítima de um AVC, a neurocientista norte-americana conta
como conseguiu superar os traumas da doença.

O encerramento do V Fórum da Longevidade ficou a cargo da neurocientista Jill Taylor, que deu uma verdadeira lição de vida ao relatar a sua história de superação iniciada há 13 anos. Aos 37 anos, um coágulo no hemisfério esquerdo (associado à razão) do cérbro causou um AVC, que afetou a sua memória, os movimentos e a fala. Assim, ela teve de contar apenas com o hemisfério direito (associado ao pensamento abstrato e a criatividade) para dar impulso ao processo de recuperação que partiu da estaca zero.

Após uma arriscada cirurgia e muita terapia, aliadas à dedicação dos amigos e, principlamente, de sua mãe, a neurocientista conseguiu se recuperar totalmente, voltou a dar aula na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana e faz palestras sobre a sua impressionante recuperação.

Ela diz que entre as principais mudanças que a doença causou em sua vida está um novo olhar sobre a vida. "Agora gasto meu tempo fazendo coisas que vão ajudar outras pessoas, em vez de focar toda a minha energia apenas na carreira, como eu fazia antes do AVC."

Sobre a relação entre o que acontece no cérebro das pessoas e a longevidade, Jill Taylor explicou que o organismo humano tem 50 trilhões de células com várias funções, que vão se degenerando conforme envelhecemos. O importante é estimular as células para que substituam a função daquelas que morrem. "A longevidade e envelhecer com saúde têm a ver com as decisões que tomamos durante toda a nossa vida."

A neurocientista finalizou sua palestra com importantes dicas de conduta: "Respeite o poder de cura do sono, dormindo bem; desafie seus sistemas cerebrais (o racional e o emocional) diariamente; lembre-se que a vida acontece no momento presente e escolha concientemente onde vai depositar a sua energia; concentre-se no que é positivo; lembre-se de ser paciente; comemore cada pequena ação; preste atenção à sensação causada pelo estresse e lembre-se de agradecer ao levantar e ao deitar por mais um dia de vida.". As descobertas de Jill Taylor também abrem espaço para um poderoso antídoto contra doenças como o mal de Alzheimer, que afeta milhares de idosos ao redor do mundo.