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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dedo curto pode indicar câncer


Pesquisa analisou aparecimento de doença na próstata

Você sabia que o comprimento dos dedos de um homem pode indicar qual o risco de desenvolvimento de câncer de próstata? Foi o que revelou uma pesquisa feita na Inglaterra: homens com o dedo indicador mais longo do que o dedo anular têm probabilidade menor de desenvolver a doença.

Os pesquisadores fizeram a descoberta depois de comparar as mãos de 1.500 pacientes com câncer de próstata com as mãos de 3 mil homens saudáveis. O comprimento dos dedos é determinado durante a gestação e estaria ligado aos níveis de hormônios sexuais no útero da mãe.

De acordo com os cientistas, a criança terá um dedo indicador mais longo se for exposta a níveis menores de testosterona antes do nascimento, o que poderá ser uma proteção contra o câncer de próstata na fase adulta.

De qualquer maneira, isso não quer dizer que quem tem dedos indicadores mais curtos, necessariamente terá a doença. O importante é ter cuidados e, a partir dos 40 anos, não ter medo de fazer o exame de próstata - as mulheres, inclusive, devem incentivar os maridos e filhos a fazê-lo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Viver para Vencer


Um excelente documentário inglês ajuda a demonstrar por que chegou a hora de parar de explicar Ayrton Senna por meio de sua morte

JFK, John Fitzgerald Kennedy, foi o mais jovem presidente americano, eleito um dos grandes personagens políticos de seu país, católico em uma nação de maioria protestante, contraponto perfeito à gerontocracia soviética personificada em Nikita Kruschev, e tinha ao lado uma primeira-dama fascinante. Mas, quando se fala em JFK em primeiro plano, sempre aparecem os eventos do dia 22 de novembro de 1963, quando ele foi assassinado, em Dallas. Francisco Alves, Carlos Gardel, Jim Morrison, Patsy Cline, os Mamonas Assassinas, Kurt Cobain e tantos outros artistas de todas as eras tiveram a imagem, por décadas, atrelada às circustâncias trágicas de sua morte. Está-se fazendo a mesma coisa com Ayrton Senna. Chega, Injustamente. A carreira do talvez maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos é uma celebração de vida na busca da perfeição, na adesão aos mais altos padrões de segurança nas pistas, na intimidade com a ciência dos motores e da eletrônica embarcada. O encontro com a morte na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália, em 1º de maio de 1994, não foi a hora da verdade para um piloto temerário que preparou a si mesmo e ao mundo para o momento de purificação, sublimação e purgação. A morte de Senna foi acidente, um acontecimento casual, fortuito, inesperado - evitável.

O documentário inglês Senna - O brasileiro, o Herói, o Campeão, dirigido por Assif Kapadia com estreia prevista para 12 de novembro em 120 salas, escapa da moldura de explicar o ídolo pela sua morte. Mas não totalmente.A fita se deixa encantar pelo "viva velozmente e mora cedo", na frase (incompleta) dita pelo ator John Derek no filme O Crime Não Compensa, de 1949. Incompleta sim, pois ela continua: "...e deixe um belo cadáver". O rosto de Senna ficou monstruosamente desfigurado pelo inchaço do cérebro, atingido pela barra de direção quebrada no acidente. O documentário de Kapadia exibe os elementos necessários para desmontar a tese absurda de que Senna tocava sempre além dos limites, buscando a morte conceito pelo qual se enamora espiritualmente. Não. "O Ayrton tem um pequeno problema: pensa que não pode se matar", diz a meio caminho do documetário o francês Alain Prost, tetracampeão do mundo, o arqui-inimigo que duelou com o brasileiro no fim dos anos 80. Senna responde, olhos baixos, o ríctus típico da introspecção que parecia timidez, mas não era: "O fato de eu ter fé em Deus não quer dizer que eu seja imune. Tenho tanto medo quanto qualquer outra pessoa de me machucar".

Em uma das cenas, Senna contra-ataca com irritação o grande ex-campeão Jackie Stewart, o "escocês voador", que trabalhava para um emissora de televisão. Stewart embute em uma pergunta a acusação de que Senna deixava seu carro esbarrar demais nos bólidos dos adversários. "Você é um piloto experiente, deveria saber que isso só ocorre porque estamos sempre querendo vencer", retruca Senna, indignado. O brasileiro foi o maior recordista de pole positions até seu recorde cair, pelas mãos do alemão Michael Schumacher. Senna era obcecado por sair na frente. Não apenas para aumentar suas chances de ganhar as corridas. Dizia Senna: "Correr sozinho lá na frente é sempre mais seguro".

Com vasto material cedido pela família de Senna, e por Bernie Ecclestone, o mandachuva dos direitos de televisão das provas, o diretor Kapadia comprometeu-se a não fazer um documentário sobre os três últimos dias de vida do piloto. "Seria interessante, mas muito óbvio", diz o roteirista Manish Pandey. "Teríamos as imagens de sexta-feira, sábado e domingo e provavelmente usaríamos um flashback para explicar por que o personagem está ali. Faria isso com entrevistas entremeadas, e certamente o filme ficaria muito forte." Desse ponto de vista, as cenas iniciais, com o Grande Prêmio de Mônaco de 1984, debaixo de chuva, na pequena escuderia Toleman, são proféticas e têm mais valor explicativo da carreira do personangem do que a escapada fatal da Williams na curva Tamburello. Sob a chuva, nas ruas do princiapado na "corrida mais nobre da F1", Ayrton Senna parecia apenas mais un novato impávido disposto a qualquer loucura para ser notado. "Mais um Pryce", desdenhou o esnobe belga diretor de prova e ex-piloto de F1 Jacky Ickx, referindo-se ao galês Tom Pryce, um alucinado especialista em pistas molhadas, terror dos veteranos, que disputou quatro temporadas e morreu ao atropelar um fiscal de corrida em 1977 no GP da África do Sul. Ao volante da Toleman, usando um colete ortopédico para tornar suportáveis as dores nas costas produzidas pela instabilidade notória do carro, não estava mais um Tom Pryce, mas um piloto virtuoso, calculista, concentrado, estudioso e predestinado, um sátiro moderno, meio homem, meio máquina - Ayrton Senna da Silva, nome que marcaria para sempre o mundo do esporte de competição.

Amarrado por meio de entrevistas do próprio brasileiro, que parece narrar sua vida, coladas a cenas de corrida e dos bastidores da F1, o filme não é uma radiografia tola. Há nuances de cinza em Senna, especialmente quando ele trata de pôr Prost para fora da pista, no Grande Prêmio do Japão em 1990, como vingança do que ocorrera no ano anterior, de modo a garantir o título. Salta da tela sua liderança entre os pilotos, em imagens inéditas, quando reclama em uma reunião de Jean-Marie Balestre, o ranzinza e autocrático francês que dirigia a Federação Internacional de Automobislismo e nunca escondeu a predileção pelo conterrâneio Prost (e que em 1989 obrigou Senna a se retratar depois de ter ausado o cartola de má-fé ao puni-lo em decorrência de uma manobra arriscada). Há cores épicas ao tratar da vitório no GP do Brasil em 1991, quando o piloto rodou as derradeiras voltas apenas com a sexta marcha, porque o câmbio quebrara.

Senna é um belo documentário que foge da armadilha barata de mergulhar na vida pessoal do piloto, até porque seu cotidiano fora das pistas e longe da família era animado como um parafuso enferrujado. Atêm-se ao perfecionismo de uma homem que estudava o que fazia justamente porque sabia o risco da morte, sempre presente na Fórmula 1. Descobria erros de mecânica e aeroodinâmica, desafiava os computadores e os engenheiros e estava sempre certo. Foi traído pela fatalidade, pela impossibilidade de ter solda malfeita na barra de direção da Williams, a seta certeira de Páris guiada pelos deuses vingativos rumo ao calcanhar de aquiles. A barra se rompeu em Ímola, arremessou o carro de Senna contra o muro e parte dela trespassou o cérebro do piloto. Ayron Senna tinha 34 anos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Na automedicação, bom-senso é o melhor dos remédios.


Consumo de medicamentos
 por conta própria exige cuidados.
Em maior ou menor grau, todas as drogas podem oferecer riscos.

Não é exagero dizer que a maioria das pessoas fez ou fará uso de um remédio por conta própria. Trata-se de um comportamento observado em todo mundo e até justificável em algumas situações. Seria praticamente impossível recorrer ao médico ou bater à porta de uma instituição de saúde no caso de uma dor de cabeça eventual ou uma indisposição estomacal, por exemplo. A própria Organização Mundial de Saúde reconhece a automedicação como um complemento aos sistemas de saúde. O problema é que os limites do consumo racional são frequentemente ultrapassados e as consequências podem ser desastrosas.

Não há, no Brasil, dados oficiais sobre o número de pessoas que se automedicam. Mas há indicadores de alerta, como o levantamento do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas - SINITOX de 2007, que mostrou que a ingestão indevida de medicamentos foi a principal causa dos casos de intoxicação registrados, respondendo por cerca de 30% do total.

Intoxicações são apenas um exemplo do universo de riscos. Dentre eles, estão o mascaramento dos sintomas, com o consequente retardo na identificação da doença, as dosagens insuficientes ou excessivas, os efeitos adversos e colaterais desnecessários e o desconhecimento de possíveis interações com outros medicamentos.

Até medicamentos de venda livre (sem tarja), como analgésico, antiácidos, antitérmicos e antigripais, podem trazer riscos. Por exemplo: em crianças com algumas doenças virais, como gripe e catapora, o ácido acetilsalicílico pode precipitar a síndrome de Reye, um tipo de doença fulminante no fígado, fatal na maioria dos casos. Às vezes, a pessoa nem sabe que está ingerindo uma droga em excesso, pois combina vários medicamentos que têm o mesmo princípio ativo. O paracetamol, por exemplo, está presente em remédios para gripe, reumatismo, cólicas e enxaqueca.

No caso dos medicamentos de tarja preta, a automedicação é minimizada graças ao sistema de controle de venda, com exigência e retenção da receita médica. Mas o maior perigo está nos medicamentos de tarja vermelha. Apesar de a exigência legal de apresentação da prescrição médica no ato da compra, são facilmente adquiridos sem a necessidade de nenhuma receita ser mostrada. Nessa categoria estão os antibióticos, cujo uso indiscriminado pode trazer consequências para o paciente e para a sociedade, uma vez que o consumo sem critério favorece a resistência microbina, anulando a eficácia das drogas. Atualmente, a Anvisa estuda normas mais rígidas para a venda desses medicamentos.

Mas a prática de automedicação já diminuiria com o mero cumprimento das regras atuais para as drogas de tarja vermelha. Para as de venda livre, é praticamente impossível estabelecer regras. O consumidor deve, no mínimo, ler a bula e, em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas, procurar o médico. E pessoas que já fazem uso regular de algum medicamento devem ter cuidado redobrado para evitar reações causadas pela interação do remédio prescrito com o tomado por conta próproia. Acima de tudo, deve imprerar o bom-senso - este sim o melhor dos remédios e sem contraindicações.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Você tem a bactéria que causa gastrite?


Realize o teste abaixo e descubra se você possui a bactéria que causa gastrite

  1. Você tem enjoo e dor de cabeça quando come?
    1. Sim
    2. Não
  2. Não tolera a mesma quantidade de álcool de antes?
    1. Sim
    2. Não
  3. Já teve, ou tem, úlcera no duodeno?
    1. Sim
    2. Não
  4. A parte alta do abdômem está mais distendida?
    1. Sim
    2. Não
  5. Passou a ter mau hálito?
    1. Sim
    2. Não
  6. Arrota muito após as refeições?
    1. Sim
    2. Não
  7. Você tem má digestão?
    1. Sim
    2. Não
RESULTADO:
Maioria SIM: Você pode ter H. Pylori, bactéria que se aloja no estômago e causa gastrite, úlcera e câncer. Quase todas as pessoas têm a bactéria, já que ela está presente em qualquer alimento e na água, porém só algumas a retém no corpo, causando azia, má digestão e enjoo. Por isso, é importante fazer o diagnóstico precoce e eliminá-la com antibióticos específicos.

O teste acima foi elaborado por José Penteado, especialista em gastroenterologia.

domingo, 12 de setembro de 2010

SMA à favor da Cidadania de Berço

PELO FIM DO SUB-REGISTRO

Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), publicada na última segunda-feira, determina a emissão das certidões de nascimento em hospitais e maternidades de todo o País, com a proposta de acabar com o chamado sub-registro, em que bebês deixam de ser registrados até o primeiro ano de vida. A partir de outubro, crianças nascidas em qualquer unidade pública ou privada, poderão receber a certidão no momento da alta da mãe. A emissão será gratuita e online.

No Estado do Rio, determinação semelhante está em vigor desde dezembro de 2009. A Lei 5.609, de autoria do deputado Coronel Jairo (PSC), determina que hospitais e maternidades públicas forneçam a certidão de nascimento em postos avançados de cartórios. A lei originou a campanha "Com certidão, sou cidadão", que lançou o serviço de cartório itinerantes para facilitar o registro de recém-nascidos no estado.

A lei funciona como uma ferramenta de cidadania, garantindo a inclusão social de recém-nascidos por meio da identificação civil. A cada ano, cerca de 830 mil bebês no País saem das maternidades sem identificação. No Estado do Rio, o índice de sub-registro é estimado em 5% da população. "A certidão de nascimento é o primeiro passo para o pleno exercícioda cidadania.", afirma o deputado Coronel Jairo, autor da lei.