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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Alho é bom para baixar a pressão


Alimento ajuda a combater o problema da hipertensão

Você sofre com problemas de pressão alta? Cientistas australianos têm uma nova solução: eles descobriram recentemente que o alho é uma arma secreta no combate à hipertensão.

Em um teste de 12 semanas envolvendo 50 pacientes, os pesquisadores perceberam que o consumo de quatro cápsulas diárias de um suplemento chamado extrato de alho envelhecido reduzia muito a pressão arterial.

Mas, atenção: o alho consumido de outra forma não tem o mesmo efeito.

- Quando você cozinha o alho fresco, o ingrediente que é responsável por reduzir a pressão sanguínea desaparece - explica a pesquisadora Karen Reid.

Há muito tempo se saber que comer alho faz bem para o coração, mas este é o primeiro estudo a avaliar o impacto do extrato do alho envelhecido na corrente sanguínea. Mas, antes de adotar o suplemento, consulte um médico.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Viver para Vencer


Um excelente documentário inglês ajuda a demonstrar por que chegou a hora de parar de explicar Ayrton Senna por meio de sua morte

JFK, John Fitzgerald Kennedy, foi o mais jovem presidente americano, eleito um dos grandes personagens políticos de seu país, católico em uma nação de maioria protestante, contraponto perfeito à gerontocracia soviética personificada em Nikita Kruschev, e tinha ao lado uma primeira-dama fascinante. Mas, quando se fala em JFK em primeiro plano, sempre aparecem os eventos do dia 22 de novembro de 1963, quando ele foi assassinado, em Dallas. Francisco Alves, Carlos Gardel, Jim Morrison, Patsy Cline, os Mamonas Assassinas, Kurt Cobain e tantos outros artistas de todas as eras tiveram a imagem, por décadas, atrelada às circustâncias trágicas de sua morte. Está-se fazendo a mesma coisa com Ayrton Senna. Chega, Injustamente. A carreira do talvez maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos é uma celebração de vida na busca da perfeição, na adesão aos mais altos padrões de segurança nas pistas, na intimidade com a ciência dos motores e da eletrônica embarcada. O encontro com a morte na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália, em 1º de maio de 1994, não foi a hora da verdade para um piloto temerário que preparou a si mesmo e ao mundo para o momento de purificação, sublimação e purgação. A morte de Senna foi acidente, um acontecimento casual, fortuito, inesperado - evitável.

O documentário inglês Senna - O brasileiro, o Herói, o Campeão, dirigido por Assif Kapadia com estreia prevista para 12 de novembro em 120 salas, escapa da moldura de explicar o ídolo pela sua morte. Mas não totalmente.A fita se deixa encantar pelo "viva velozmente e mora cedo", na frase (incompleta) dita pelo ator John Derek no filme O Crime Não Compensa, de 1949. Incompleta sim, pois ela continua: "...e deixe um belo cadáver". O rosto de Senna ficou monstruosamente desfigurado pelo inchaço do cérebro, atingido pela barra de direção quebrada no acidente. O documentário de Kapadia exibe os elementos necessários para desmontar a tese absurda de que Senna tocava sempre além dos limites, buscando a morte conceito pelo qual se enamora espiritualmente. Não. "O Ayrton tem um pequeno problema: pensa que não pode se matar", diz a meio caminho do documetário o francês Alain Prost, tetracampeão do mundo, o arqui-inimigo que duelou com o brasileiro no fim dos anos 80. Senna responde, olhos baixos, o ríctus típico da introspecção que parecia timidez, mas não era: "O fato de eu ter fé em Deus não quer dizer que eu seja imune. Tenho tanto medo quanto qualquer outra pessoa de me machucar".

Em uma das cenas, Senna contra-ataca com irritação o grande ex-campeão Jackie Stewart, o "escocês voador", que trabalhava para um emissora de televisão. Stewart embute em uma pergunta a acusação de que Senna deixava seu carro esbarrar demais nos bólidos dos adversários. "Você é um piloto experiente, deveria saber que isso só ocorre porque estamos sempre querendo vencer", retruca Senna, indignado. O brasileiro foi o maior recordista de pole positions até seu recorde cair, pelas mãos do alemão Michael Schumacher. Senna era obcecado por sair na frente. Não apenas para aumentar suas chances de ganhar as corridas. Dizia Senna: "Correr sozinho lá na frente é sempre mais seguro".

Com vasto material cedido pela família de Senna, e por Bernie Ecclestone, o mandachuva dos direitos de televisão das provas, o diretor Kapadia comprometeu-se a não fazer um documentário sobre os três últimos dias de vida do piloto. "Seria interessante, mas muito óbvio", diz o roteirista Manish Pandey. "Teríamos as imagens de sexta-feira, sábado e domingo e provavelmente usaríamos um flashback para explicar por que o personagem está ali. Faria isso com entrevistas entremeadas, e certamente o filme ficaria muito forte." Desse ponto de vista, as cenas iniciais, com o Grande Prêmio de Mônaco de 1984, debaixo de chuva, na pequena escuderia Toleman, são proféticas e têm mais valor explicativo da carreira do personangem do que a escapada fatal da Williams na curva Tamburello. Sob a chuva, nas ruas do princiapado na "corrida mais nobre da F1", Ayrton Senna parecia apenas mais un novato impávido disposto a qualquer loucura para ser notado. "Mais um Pryce", desdenhou o esnobe belga diretor de prova e ex-piloto de F1 Jacky Ickx, referindo-se ao galês Tom Pryce, um alucinado especialista em pistas molhadas, terror dos veteranos, que disputou quatro temporadas e morreu ao atropelar um fiscal de corrida em 1977 no GP da África do Sul. Ao volante da Toleman, usando um colete ortopédico para tornar suportáveis as dores nas costas produzidas pela instabilidade notória do carro, não estava mais um Tom Pryce, mas um piloto virtuoso, calculista, concentrado, estudioso e predestinado, um sátiro moderno, meio homem, meio máquina - Ayrton Senna da Silva, nome que marcaria para sempre o mundo do esporte de competição.

Amarrado por meio de entrevistas do próprio brasileiro, que parece narrar sua vida, coladas a cenas de corrida e dos bastidores da F1, o filme não é uma radiografia tola. Há nuances de cinza em Senna, especialmente quando ele trata de pôr Prost para fora da pista, no Grande Prêmio do Japão em 1990, como vingança do que ocorrera no ano anterior, de modo a garantir o título. Salta da tela sua liderança entre os pilotos, em imagens inéditas, quando reclama em uma reunião de Jean-Marie Balestre, o ranzinza e autocrático francês que dirigia a Federação Internacional de Automobislismo e nunca escondeu a predileção pelo conterrâneio Prost (e que em 1989 obrigou Senna a se retratar depois de ter ausado o cartola de má-fé ao puni-lo em decorrência de uma manobra arriscada). Há cores épicas ao tratar da vitório no GP do Brasil em 1991, quando o piloto rodou as derradeiras voltas apenas com a sexta marcha, porque o câmbio quebrara.

Senna é um belo documentário que foge da armadilha barata de mergulhar na vida pessoal do piloto, até porque seu cotidiano fora das pistas e longe da família era animado como um parafuso enferrujado. Atêm-se ao perfecionismo de uma homem que estudava o que fazia justamente porque sabia o risco da morte, sempre presente na Fórmula 1. Descobria erros de mecânica e aeroodinâmica, desafiava os computadores e os engenheiros e estava sempre certo. Foi traído pela fatalidade, pela impossibilidade de ter solda malfeita na barra de direção da Williams, a seta certeira de Páris guiada pelos deuses vingativos rumo ao calcanhar de aquiles. A barra se rompeu em Ímola, arremessou o carro de Senna contra o muro e parte dela trespassou o cérebro do piloto. Ayron Senna tinha 34 anos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Publicar ofensa via redes sociais gera demissão


Recados agressivos em Orkut, Twitter, Facebook ou outro site, mesmo que indiretos, podem levar a advertência, a suspensão e até custar o emprego, com base na CLT

Trabalhadores precisam ficar atentos aos conteúdos que publicam em redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. Segundo advogados, falar mal do empregador ou da empresa pode resultar em demissão por justa causa. Publicar ofensas mesmo que indiretas ou até em anonimato contra a companhia ou o empregador também representa risco de demissão, após inquerito administrativo.

"A justa causa é aplicada através do artigo 482, alínea "K" (da Consolidação das Leis do Trabalho), que prevê que todo ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas contra o empregador e superiores hierárquicos constitui demissão", argumenta a advogada trabalhista Andreia Cereggato. A especialista explica que, se o patrão interpretar que há ofensa, pode abrir inquérito. O agressor deverá receber advertência, suspensão ou até ser demitido por falta grave.

Funcionários de empresa de comunicação há 10 meses, o estudante de Jornalismo Lucas Freitas, de 22 anos, se desentendeu com o chefe e colegas. Postou recados no Twitter com agressões indiretas.

"Sem citar nomes, eu falava sobre erros de português e estilos de roupas dos outros. Uma das coordenadoras leu e todos ficaram sabendo. O clima ficou pesado até que meu chefe conversou comigo. Não fui demitido, mas aprendi a lição", relatou. O empregador que sofrer difamação ou injúria deverá recorrer a um inquérito policial e registrar ocorrência na delegacia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Hoje a SMA vai falar sobre Casamento

Psicólogo ensina segredo para manter casamento
O terapeuta argentino Jorge Bucay defende a aceitação

Admirar os defeitos do outro pode ser a solução para os casais em crise. Com mais de três décadas de experiência em relacionamentos, o terapeuta argentino Jorge Bucay, que veio ao Brasil para lançar "Amar de Olhos Abertos" (Ed. Sextante; 208 págs.), escrito em parceria com Silvia Salinas, diz que o problema está na fantasia que um faz do outro. "Ninguém se casa achando que o outro é perfeito, mas pensa 'comigo vai mudar'. As mulheres se casam achando que vão mudar o homem e ele tem a certeza de que a mulher não vai mudar nunca". diverte-se.

Com a missão de evitar separações, Bucay misturou autoajuda com ficção. O livro conta a história de Roberto, eternamente insatisfeito em relações amorosas que não duram. Até que, por um erro do seu provedor, começa a receber e-mails endereçados a um tal de Fredy. A princípio, os apaga. Porém, à medida que outras mensagens chegam, ele resolve ler e vê que quem as assina é Laura, uma psicóloga que está escrevendo um livro sobre terapia de casais. A partir disso, o autor mostra como é preciso rever as próprias atitudes para salvar a relação.

Curiosamente, Bucay se mudou há cinco anos para uma aldeia de pescadores na Espanha e deixou a mulher na Argentina, mas garante que o casamento continua firme. "Por 10 anos da minha vida, um dos temas com que me ocupei foi o desapego, que é poder se separar sem deixar de querer. Não estar perto, mas não deixar de amar porque se está longe. É a nossa independência", sentencia.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Informativo SMA sobre: Alimentação

Os sete erros de uma dieta
Saiba quais são os principais problemas

Com a chegada do verão, muita gente já começa a se preparar para desfilar na praia. O problema é que a maioria das pessoas comete vários erros na hora de ficar em forma. Saiba os sete principais problemas.

O primeiro vilão é a dieta milagrosa, baseada em um tipo de comida e que promete a perda de cinco quilos numa semana comendo o quanto quiser. Ao cortar vários grupos de alimentos, você não só terá os nutrientes de que precisa como ficará entediado.

Outra que não dá muito certo é a vegetariana. Se a base da sua dieta for queijos e massa, você continuará ganhando peso e ficará infeliz. As dietas baseadas só em comidas que fazem bem também não são uma boa idéia. Pois esses alimentos ajudam a saúde quando você come moderadamente, se comer demais vai fazer mal como qualquer outro.

Virar as costas para os carboidratos, nem pensar. Se você deseja cortar o pão e o arroz branco de sua vida, tudo bem. Mas não corte os carboidratos completamente, porque são a fonte primária de energia.

Não caia na história de alimentos que "não contém gordura". Hoje, os médicos já sabem que ela é necessária ao nosso corpo e algumas vezes até fazem bem.

Nada de encarar a dieta como um sofrimento. Não abra mão do seu alimento preferido, apenas coma com moderação.

Fazer lanchinhos, pode. Parece difícil, quando se está acostumado a só fazer refeições, mas é importante lanchar pequenas quantidades.