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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mulher sofre mais com fumo passivo


Em todo o mundo, 600 mil não fumantes morrem por ano

O problema costuma afetar mais as mulheres: são 281 mil mortes por ano. Isso acontece porque elas têm 50% mais chances de ficarem expostas à fumaça do cigarro do que os homens.

O estudo recolheu informações em 192 países e descobriu que o fumo passivo mata 379 mil pessoas por doenças cardíacas. 165 mil por doenças respiratórias, 36,9 mil por asma e 21,4 mil por câncer de pulmão. Isso representa 1% das mortes do mundo todo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está muito preocupada também com as 165 mil crianças que morrem por infecções respiratórias causadas pelo cigarro a cada ano, a maioria no sudeste asiático e na África. Os filhos de fumantes têm maior risco de morte súbita, infecções de ouvido, pneumonia, bronquite e asma. Por isso, é importante que os pais evitem fumar perto de crianças.

Já existem leis em muitos países que proíbem o fumo em lugares públicos e fechados, mas os especialistas acreditam que é preciso criar novas restrições, embora isso seja muito difícil. Mas na Inglaterra, por exemplo, a Fundação Britânica do Pulmão está pedindo que o governo proíba o fumo dentro dos carros.

Além de 600 mil mortes por fumo passivo, as 5,1 milhões de mortes de fumantes ao ano também não devem ser esquecidas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mal que avança entre as crianças


Hipertensão, geralmente associada ao envelhecimento, atinge cada vez mais os pequenos e também adultos com até 34 anos no Brasil

Cerca de 30 milhões de brasileiros são hipertensos. Desses, 19% são crianças, adolescentes e adultos com menos de 34 anos. A doença, antes associada ao envelhecimento, está atingindo faixas etárias cada vez mais jovens - estima-se que cerca de 5% das crianças sofram do mal.

Segundo especialistas, o problema dessa "precocidade" é o aumento do tempo de convivência com a doença. Em média, o brasileiro convive por 24 anos com a hipertensão. Em 2030, essa duração pode chegar a 35 anos.

"Quanto mais cedo a hipertensão se desenvolve, mais tempo a pessoa fica exposta às alterações no organismo, se tornando propenso a complicações em órgão como rins, cérebro, coração e vasos sanguíneos", explica Andrea Brandão, membro do Conselho de Administração da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Brandão afirma que a migração da doença para os jovens acontece, principalmente pelos maus hábitos da vida. "A criança de hoje se alimenta mal, não pratica atividades físicas, fica muito tempo no computador ou na TV e come muito sal, principalmente em alimentos prontos. Logo, não só a hipertensão, mas também a obesidade, começa a aparecer mais cedo", destaca a profissional, ressaltando que crianças devem começar a aferir a pressão arterial aos 3 anos de idade, ao menos uma vez por ano.

O alerta foi feito pelo laboratório Novartis em um evento sobre cardiologia.

Inscrições para curso de Capacitação em Irajá


Projeto social inscreve para
curso de capacitação em Irajá

O projeto social da Ceasa, em Irajá, está com inscrições abertas para cursos de capacitação de pães natalinos e velas decorativas para o Natal.

O curso de pães tem a duração de um mês, com início no dia 11 de novembro. Já o de velas decorativas é composto de três aulas, nos dias 5, 12 e 19 de novembro.

As inscrições podem ser feitas das 9h às 16h, no centro social, no prédio da administração do mercado.

A Ceasa fica na Avenida Brasil 19.001, em Irajá. Para mais informações, ligue 2333-8274

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mais registro de cárcere privado


Denúncias de violência contra mulher
mais que quaduplicaram

Em um ano, mais que quadruplicou o número de denúncias de cárcere privado (crime em que alguém é mantido preso ilegalmente por outra pessoa) à Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, passando de 86 para 359, em todo o País. Os denunciantes, em geral, são parentes e visinhos das vítimas e os agressores, 82,3% das vezes, são maridos, companheiros ou ex-maridos.

O balanço da Secretaria de Política para as Mulheres foi feito de janeiro até setembro, comparado ao mesmo período do ano anterior.

A secretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Aparecida Gonçalves, observa que o grau de crueldade relatado vem aumentando. Talvez, supõe ela, porque há mais estímulo para a denúncia. "A visivilidade pública dos crimes e as campanhas educativas têm estimulado as pessoas a procurar o Ligue 180 e as delegacias de polícia", diz.

Cresceram também registros de ameaça (102%) e lesão corporal (234%). Para Aparecida, a grande quantidade de denúncias de ameaças, seguidas de morte, revela que os relatos das vítimas não são levados a sério pela Segurança Pública. "Os crimes de ameaça e lesão corporal são os que levam à morte, mas são os que menos têm credibilidade. Quando uma mulher chega a uma delegacia, precisa ser orientada a não ser intimidada com a possibilidade de prisão do companheiro", afirma.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

IBGE está atrás dos "sumidos"


Quem não fica em casa deve telefonar para 0800 e, assim, facilitar a conclusão do Censo

A menos de 10 dias para o fim das entrevistas do Censo do IBGE, cerca de 10% da população do País ainda não foram recenseados. O maior entrave é encontrar moradores em residências ocupadas por uma única pessoa ou um casal. Para atingir o maior número de brasileiros, o instituto está pedindo a quem ainda não respondeu os questionários que ligue para 0800-7218181 para facilitar o trabalho de supervisão e conclusão.

Em todo o País, o IBGE já recenseou 91% da população estimada, contabilizando 174.771.468 habitantes. No estado do Rio de Janeiro, 89% da população está na base de dados, totalizando 14.230.141 fluminenses.

Segundo o chefe da Unidade do Rio do IBGE, Romualdo Rezende, o que tem dificultado o trabalho principalmente na capital é o pequeno número de pessoas por domicílio. Muitos só têm um morador. Mesmo com o retorno do recenseador, é difícil encontrar alguém em casa. Sua previsão, entretanto, é de concluir a coleta até o dia 27.

MORADORES REVISITADOS

Os supervisores receberão dados de quem ligar para o atendimento do instituto e agilizar as entrevistas. "A pessoa precisa pelo menos deixar o endereço, que ele será revisitado. Não é necessário, mas, pode informar o número de celular. Ele não será utilizado para outros fins", afirma Rezende, que também aponta o furto e o roubo de PDAs como um dos motivos para atrasos no Censo.