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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Alho é bom para baixar a pressão


Alimento ajuda a combater o problema da hipertensão

Você sofre com problemas de pressão alta? Cientistas australianos têm uma nova solução: eles descobriram recentemente que o alho é uma arma secreta no combate à hipertensão.

Em um teste de 12 semanas envolvendo 50 pacientes, os pesquisadores perceberam que o consumo de quatro cápsulas diárias de um suplemento chamado extrato de alho envelhecido reduzia muito a pressão arterial.

Mas, atenção: o alho consumido de outra forma não tem o mesmo efeito.

- Quando você cozinha o alho fresco, o ingrediente que é responsável por reduzir a pressão sanguínea desaparece - explica a pesquisadora Karen Reid.

Há muito tempo se saber que comer alho faz bem para o coração, mas este é o primeiro estudo a avaliar o impacto do extrato do alho envelhecido na corrente sanguínea. Mas, antes de adotar o suplemento, consulte um médico.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Uma dor sem fim


Todos os dias,
 547 brasileiros desaparecem sem deixar rastro.
Aos parentes, restam uma busca desesperada e o sentimento de impotência diante do inexplicável

Não havia nada de atípico no comportamento do analista de sistemas Mário Fernando Borges, um disciplinado professor universitário de Goiás, no dia em que ele bateu a porta de casa avisando à mãe que visitaria a namorada. Então com 37 anos, Mário nunca mais voltou. Também não foi visto por mais ninguém. Seu repentino sumiço ocorreu em dezembro de 2008. A partir daí, a família lançou-se numa busca tão desesperada quanto infrutífera. Acionou a polícia, contratou detetive particular, espalhou cartazes com a foto de Mário por toda parte - em vão. O desaparecimento segue como um completo mistério, sem nenhuma pista nem razões aparentes. Separado, o analista de sistemas tem um filho, Lucas, hoje com 10 anos, que sempre pergunta à avó: "Quando o papai vai voltar?". E chora. Irmã caçula de Mário, a administradora de empresas Patrícia Borges faz um resumo do drama vivido pela família: "Sabe uma dor que não passa? Ela é um misto de angústia, profunda tristeza e impotência diante do inexplicável".

Histórias como essa têm relevo estatísticos no Brasil, como mostra um abrangente trabalho coordenado pelo sociólogo Djaci de Oliveira, da Universidade Federal de Goiás. O levantamento, que tomou como base os registros em delegacias brasileiras, chegou a um dado espantoso: 200 000 pessoas desaparecem por ano em todo o país. Dá uma média de 547 casos por dia - grupo bastante heterogêneo em que emerge todo tipo de ocorrência. No rol das mais comuns estão aquelas de jovens que fogem de casa (muitas vezes às voltas com alto consumo de drogas e álcool), idosos que sofrem de súbita falta de memória e se põem a vagar sem norte, além das crianças que se perdem dos pais. Chamam atenção também os casos de pessoas que abandonam casa e família, não dão mais notícias e vivem mudando de endereço, até de país. Constatou-se ainda algo surpreendente: os desaparecimentos causados por atos de violência, como sequestros e assassinatos, são minoria. "Esse mosaíco quebra um mito sobre a natureza dos desaparecimentos no Brasil", avalia o professor Djaci de Oliveira.

Existe um traço em comum nas histórias que ilustram esta reportagem o verdadeiro trauma provocado nas famílias. Todas elas comparam sua agonia diante do desaparecimento de um parente à dor do luto, só que sem fim. O assunto vira obsessão e, não raro, destroça a estrutura familiar. Ainda que o tempo passe, às vezes até décadas, continua-se a alimentar a idéia de que o desaparecido baterá a porta, subitamente, da mesma maneira que se foi. Isso mesmo quando a suspeita é de que a pessoa não está mais viva.

Esse é o caso de Priscila Belfort, irmã do lutador Vitor Belfort, que foi vista pela última vez seis anos atrás, ao deixar o prédio onde trabalhava no Rio de Janeiro. Tinha 29 anos. "A policia acha que minha filha foi morta por bandidos, mas tenho a convicção do contrário: um dia ela vai me surpreender como sempre fez, e voltar", diz a mãe da moça, Maria Jovita, Ela faz coro com muitos outros na mesma situação, como lança luz a psicóloga Eliane Bernadelli, especializada em prestar assistência a famílias de desaparecidos. "A morte marca o fim de um ciclo, é uma dor que o tempo se encarrega de suavizar", explica. A incerteza sobre ela, por sua vez, leva a uma angústia permanete - e inesgotável."

As deficiências estatísticas nesse campo não permitem saber, exatamante, quantos dos desaparecimentos são de fato esclarecidos no Brasil - mas há indicativos que eles não são poucos. Uma recente pesquisa conduzida pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), ligado ao governo estadual do Rio de Janeiro, traz números que, afirmam os especialistas, refletem a realidade nacional. O levantamento, que se baseia em ocorrências registradas em delegacias fluminenses em 2007, mostra que, em 72% das vezes o desaparecido foi localizado em menos de um mês. Os restantes 28% compreendem histórias que levam anos para ter um desfecho, quando o têm  - em 6% dessas ocorrências, a pessoa desaparecida estava morta. De todos, os casos de mais difícil resolução são aqueles em que um adulto desaparece por vontade própria. Essas pessoas têm um perfil psicológico parecido, conforme já foi mapeado. "São muito frágeis emocionalmente, incapazes de lidar com crises profundas, senão por meio de um ruptura drástica", diz o psicanalista Joel Briman. As que regressam precisam restabelecer os laços com os familiares, gradativamente. É um processo delicado para todos - e vagaroso.

É nesse estágio que se encontra a designer Ingrid Boldoke, 57 anos, que passou uma década à procura do irmão, o técnico em engenharia mecânica Jorge Gustavo, 60. Em 1997, ele sumiu repentinamente da casa onde morava, na cidade de Pontal no Paraná, e nunca mais deu notícias. Exatos dez anos depois Ingrid recebeu um telefonema de Mato Grosso do Sul, no qual um homem dizia estar ao lado de seu irmão. Sofrendo de grave depressão, sem emprego e maltrapilho. Jorge vagava por quatro estados, muitas vezes a pé e sem rumo. Dormia na rua ou em quartos emprestados. Ele perdeu a noção de tempo e da própria dignidade, até um dia cair em si. "Da mesma maneira que me senti compelido a ir embora, quis voltar para a família", relata. Hoje tratando da saúde, Jorge vive com Ingrid e está em busca de emprego. Ela diz: "Meu irmão está tentando reconstruir a vida dele e eu, a minha".

Ao contrário de outros países, não existe no Brasil uma rotina de investigação para esses casos nem treinamento específico para os policiais - que muitas vezes se limitam a registrar a ocorrência. À exceção dos desaparecimentos de menores, em que a ação policial imediata é determinada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, nenhuma lei brasileira trata do assunto. Outro obstáculo diz respeito à falta de um bom cadastro nacional (o primeiro do gênero, sob a alçada do Ministério da Justiça, surgiu há menos de um ano e restringe-se a pouco mais de 500 casos). O Brasil contrasta aí com países como os Estados Unidos - exemplar nessa área. Registram-se lá 700 000 casos por ano. As informações são consolidadas num gigantesco banco de dados do FBI, em que consta até o DNA dos desaparecidos. Quando uma criança some, um sistema nacional está preparado para alertar todos os aeroportos, rodoviárias e postos de polícia americanos. Na ausência de algo parecido, resta às famílias brasileiras tomar a dianteira nas buscas, como fez o engenheiro paulista Antônio Carlos Ratto, 58 anos. Desde que seu filho Lucas desapareceu repentinamente, em 2008, ele não passa um dia sem fazer uma varredura em ONGs e sites especializados. Já espalhou cartazes com a foto do garoto, contratou detetive particular e prometeu 60 000 reais para quem o encontrar. Afirma o engenheiro: " Não vou sossegar enquanto não achar o meu menino".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Informativo SMA: Sarcopenia


Sarcopenia atinge 30% dos homens e das mulheres
Perda de massa muscular está associada  à redução na força e potência entre os 50 e 70. Consequência da idade tem tratamento.

Pouca gente sabe o nome e o significado, mas conhece os efeitos da sarcopenia: a perda de massa muscular, conforme se ganha idade. Isso acontece, mesmo que a pessoa se exercite. O predomínio de sarcopenia, depende da definição usada, varia de 10% a 30% em homens na faixa dos 60 anos e em mulheres na faixa dos 50 anos. A causa da diminuição da massa magra está na perda de massa muscular. Há uma pequena mudança na massa magra não muscular.

Entre os 20 e 80 anos, a diminuição de massa muscular do esqueleto equivale a 35% a 40%. A perda que ocorre com o envelhecimento está associada à redução na força e potência muscular entre os 50 e 70 anos de idade, devido, principalmente, à perda de fibra muscular e à atrofia seletiva das fibras. A perda de força muscular é ainda maior depois dos 70 - 28% dos homens com 74 anos não conseguem levantar sobre suas cabeças objetos com peso maior que 25 quilos.

A farmacêutica da Rede de Fármácias de Manipulação Officelab, Fernanda Chalabi, explica que quem se exercita e vive de forma saudável vivencia perda mais branda.: "É um processo próprio do envelhecimento. De desgate do organismo. A absorção de nutrientes fica prejudicada. É uma condição normal do idoso".

Segundo a farmacêutica, pesquisas recentes demonstram que as proteínas do whey (obtida no soro do leite) favorecem o processo de redução da gordura corporal. Há várias formas de combater a sarcopenia. Uma delas é uma alimentação rica em proteína. "A proteína é a matéria prima do músculo. O idoso vai perdendo a força e cai, por fraqueza muscular. Hoje, utiliza-se essa fonte de aminoácidos para enfrentar o problema", destaca.

A professora Camila Lopes, reponsável pela academia popular da Unisuam em Irajá, afirma que qualquer atividade física é importante para evitar a redução da massa muscular. "Principalmente os exercícios que trabalham especificamente força. Os melhores resultados são atingidos com a musculação. Os exercícios beneficiam o equilíbrio e a vitalidade", defende.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Atendendo pedidos: SMA volta a falar sobre Tecnologia

Deu a louca no "Street View"
Usuários do serviço do Google que permite visualização de ruas reúnem imagens curiosas

Os internautas não param de se divertir com imagens curiosas geradas pelo serviço "Google Street View", ferramenta inaugurada no fim do mês passado, que permite a visualização de ruas de cidades do Rio, São Paulo e Minas Gerais. Alguns usuários criaram até blogs com uma coletânea dos flagrantes mais curiosos.

Entre páginas mais famosas que reúnem imagens estranhas da ferramenta está o misto de blog e álbum de fotos "Tô no Google, Mãe".

As imagens variam entre cenas engraçadas de falta de educação pública - como homens coçando as partes íntimas - a flagrantes curiosos, como um sujeito observando uma casa de shows eróticos. Há, ainda, fotos mais chocantes, como as de prostitutas, bêbados na sarjeta e até um suposto assalto. A cena de um homem que parece estar invadindo uma residência pela janela teria sido registrada em São Paulo. "O primeiro assalto do Google Street View Brasil", diz o blog.

Um dos flagrantes registrados no Rio está o que aparenta ser a abordagem de policiais a um homem sem camisa na Avenida Dom Hélder Câmara, na Zona Norte.

Várias das cenas são acompanhadas de comentários bem-humorados dos autores do blog. Embaixo de uma das imagens, por exemplo, que mostra um homem ao celular enquanto ditige uma viatura da polícia de São Paulo, o "Tô no Google, Mãe", não perdoou. "Será que foi multado? Será?", questionou.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

SMA prevenção: Câncer de Mama

Para Amigas do Peito

A Praia do Leme se vestirá de cor de rosa para sediar o evento "Avon Contra o Câncer de Mama", no próximo domingo, 17, das 9h às 16h.

Na mobilização, mulheres receberão orientação e serão encaminhadas ao exame de mamografia, essencial para detectar a doença ainda em seu estágio inicial.

Caminhada simbólica e a exposição fotográfica "De Peito Aberto", alem de encenação com "As Marias", fazem parte da agenda.

Qualidade de vida, auto-estima, beleza, alimentação e saúde serão temas abordados no encontro que contará ainda com o "Espaço Criança", para que as mães possam deixar seus filhos enquanto participam da mobilização.

A entrada é franca.