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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mal que avança entre as crianças


Hipertensão, geralmente associada ao envelhecimento, atinge cada vez mais os pequenos e também adultos com até 34 anos no Brasil

Cerca de 30 milhões de brasileiros são hipertensos. Desses, 19% são crianças, adolescentes e adultos com menos de 34 anos. A doença, antes associada ao envelhecimento, está atingindo faixas etárias cada vez mais jovens - estima-se que cerca de 5% das crianças sofram do mal.

Segundo especialistas, o problema dessa "precocidade" é o aumento do tempo de convivência com a doença. Em média, o brasileiro convive por 24 anos com a hipertensão. Em 2030, essa duração pode chegar a 35 anos.

"Quanto mais cedo a hipertensão se desenvolve, mais tempo a pessoa fica exposta às alterações no organismo, se tornando propenso a complicações em órgão como rins, cérebro, coração e vasos sanguíneos", explica Andrea Brandão, membro do Conselho de Administração da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Brandão afirma que a migração da doença para os jovens acontece, principalmente pelos maus hábitos da vida. "A criança de hoje se alimenta mal, não pratica atividades físicas, fica muito tempo no computador ou na TV e come muito sal, principalmente em alimentos prontos. Logo, não só a hipertensão, mas também a obesidade, começa a aparecer mais cedo", destaca a profissional, ressaltando que crianças devem começar a aferir a pressão arterial aos 3 anos de idade, ao menos uma vez por ano.

O alerta foi feito pelo laboratório Novartis em um evento sobre cardiologia.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Maternidade e maturidade: quais os riscos?


Deixar para ter filhos mais tarde
reduz as chances de engravidar e
pode aumentar os riscos para o bebê.
Nesses casos, a orientação médica adequada é fundamental.

Carreira profissional, estudos e outros aspectos socias e econômicos têm levado um número cada vez maior de mulheres a engravidar mais tarde. De acordo com as estatísticas do Registro Civil do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 26,3% das mulheres que tiveram filhos em 2008 no Brasil tinham mais de 30 anos. Em 10% dos partos as mães estavam na faixa entre 35 e 49 anos.

A estabilidade financeira e a maturidade são as vantagens da gestação tardia, mas ela também está associada a alguns riscos que precisam ser considerados. O primeiro é a dificuldade para engravidar, já que a fertilidade diminui drasticamente com a idade. Estudos baseados em levantamentos populacionais demonstram que casais saudáveis na faixa dos 20 anos, que mantêm relações sexuais frequentes, têm 20% de chances de engravidar em cada ciclo, de tal forma que, ao final de um ano, 96% terão engravidado. Esse percentual mensal cai para 10% quando a mulher tem 35 anos e diminui a cada ano depois disso.

Contudo, diferentemente do que é comum supor, não há relação direta entre os métodos de contracepção e a diminuição da fertilidade. O consumo de pílulas anticoncepcionais por um longo período pode retardar um pouco a gravidez logo que sua utilização é interrompida. Mas após alguns meses sem usá-las, as chances de engravidar são as mesmas observadas em mulheres que nunca tomaram o medicamento.

A gravidez em idade mais avançada também aumenta a probabilidade de doenças hipertensivas, diabetes gestacional, aborto espontâneo e parto prematuro. Os riscos mais significativos são as anomalias cromossômicas, responsáveis por doenças como a síndrome de Down. Elas afetam 1 em cada 283 gestações de mulheres com 35 anos, segundo cálculos baseados no sistema do Fetal Medicine Foundation, do King´s College Hospital Medical School de Londres. Na faixa dos 20 anos, a proporção é de 1 para 1.132.

Ter filhos é uma escolha pessoal que pode ser adiada até que o casal esteja seguro. Apesar dos riscos da maternidade tardia serem maiores que aqueles apresentados em mulheres mais jovens, a probabilidade é que a gravidez transcorra sem problemas e os filhos sejam saudáveis, ainda mais com o acompanhamento médico adequado, orientando a gestante sobre os exames e cuidados necessários.

Os avanços nas técnicas de reprodução assistida aumentam a chance de gravidez. Contudo, a ansiedade acaba levando muitos casais a procurar precocemente o serviço de reprodução humana. O ideal é que isso não seja feito antes de um ano de tentativas por meios naturais e orientações do ginecologista ou uroligista. Também não convém atrasar muito a investigação mais detalhada, pois com o passar do tempo a probabilidade de gravidez diminui. Vale ressaltar que a urgência de obter resultados também acaba elevando a chande de gravidez de gêmeos, o que representa riscos adicionais para a mulher. Portanto, é importante que a avaliação seja feita com calma para que seja possível escolher a técnica mais adequada.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Informativo SMA: Sarcopenia


Sarcopenia atinge 30% dos homens e das mulheres
Perda de massa muscular está associada  à redução na força e potência entre os 50 e 70. Consequência da idade tem tratamento.

Pouca gente sabe o nome e o significado, mas conhece os efeitos da sarcopenia: a perda de massa muscular, conforme se ganha idade. Isso acontece, mesmo que a pessoa se exercite. O predomínio de sarcopenia, depende da definição usada, varia de 10% a 30% em homens na faixa dos 60 anos e em mulheres na faixa dos 50 anos. A causa da diminuição da massa magra está na perda de massa muscular. Há uma pequena mudança na massa magra não muscular.

Entre os 20 e 80 anos, a diminuição de massa muscular do esqueleto equivale a 35% a 40%. A perda que ocorre com o envelhecimento está associada à redução na força e potência muscular entre os 50 e 70 anos de idade, devido, principalmente, à perda de fibra muscular e à atrofia seletiva das fibras. A perda de força muscular é ainda maior depois dos 70 - 28% dos homens com 74 anos não conseguem levantar sobre suas cabeças objetos com peso maior que 25 quilos.

A farmacêutica da Rede de Fármácias de Manipulação Officelab, Fernanda Chalabi, explica que quem se exercita e vive de forma saudável vivencia perda mais branda.: "É um processo próprio do envelhecimento. De desgate do organismo. A absorção de nutrientes fica prejudicada. É uma condição normal do idoso".

Segundo a farmacêutica, pesquisas recentes demonstram que as proteínas do whey (obtida no soro do leite) favorecem o processo de redução da gordura corporal. Há várias formas de combater a sarcopenia. Uma delas é uma alimentação rica em proteína. "A proteína é a matéria prima do músculo. O idoso vai perdendo a força e cai, por fraqueza muscular. Hoje, utiliza-se essa fonte de aminoácidos para enfrentar o problema", destaca.

A professora Camila Lopes, reponsável pela academia popular da Unisuam em Irajá, afirma que qualquer atividade física é importante para evitar a redução da massa muscular. "Principalmente os exercícios que trabalham especificamente força. Os melhores resultados são atingidos com a musculação. Os exercícios beneficiam o equilíbrio e a vitalidade", defende.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A SMA aborda a Longevidade

Mais idosos e menos crianças
Dados preliminares do Censo do IBGE mostram maior participação de pessoas
com idade acima de 65 anos e queda no número de habritantes até 14 anos,
resultado da ampliação da longevidade e da baixa da quantidade de nascimentos.

Com 80% da população do País recenseada, pode-se já notar um perfil mais idoso dos brasileiros. Por outro lado o Censo do IBGE mostra redução no número de nascimentos, estreitando a base da pirâmide etária nacional. O levantamento entra na reta final contando com a colaboração da população até 31 de outubro para que o retrato feito do Brasil seja o mais fiel possível.

Segundo o IBGE, caiu de 9,64% para 7,17% a participação das crianças até 4 anos na população brasileira. Isso é resultado do menor número de filhos por mulher. Já a maior longevidade provoca outro fenômeno: o do aumento da população idosa. Enquanto em 2000 as pessoas com mais de 65 anos eram 5,85% dos brasileiros, até esse momento esse percentual está em 7.66%.

Para o presidente do instituto, Eduardo Pereira Nunes, ambas as tendências acabam resultando numa diminuição no número de moradores por domicílio. Há dez anos cada teto abrigava 3,79 pessoas e atualmente esse número é de 3,34.

"Há informações claras de mudança do padrão demográfico da população brasileira. Estamos percebendo uma acentuada redução da taxa de fecundidade. É algo bastante expressivo e característico do Brasil. Está ocorrendo de forma generalizada tanto na área urbana quanto na rural", afirma Nunes.

O Estado do Rio é um dos que têm a população mais idosa e consequentemente com famílias mais reduzidas. Em média por domicílio há 3,06 moradores, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul (2,99). Já foram recenseados 80% da população fluminense, até 27 de setembro de 2010 totalizando 12.753.304 habitantes. No País, já foram contados 153.622.540 pessoas.

Apesar do envelhecimento da população, o Brasil continua sendo um País jovem, já que 50,77% têm menos de 30 anos, e em crescimento.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Infomativo SMA: Acne

Acne pode deixar marcas e baixar autoestima
do jovem se não tratada corretamente
Doença dematológica pode ser combatida com antibióticos nos casos mais severos

Problema comum entre os adolescentes, a acne, se não tratado de forma adequada, pode deixar marcas no rosto, colo, costas e nádegas. Frequentemente, a doença de pele é uma das causas da baixa autoestima nesta faixa etária, ao lado da transição física e psicológica pela qual o jovem passa.

"Muitos jovens procuram tratamento por causa dos apelidos que ganham", relata Luciana Labouriau, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Cuidar para que o quadro não evolua é a melhor solução. Moara de Carvalho, 22 anos, conviveu por toda a adolescência com o drama das espinhas e só se livrou com o tratamento médico: "Comecei a ter aos 11 anos. Só fiquei livre, de fato, quando a dermatologista receitou um remédio muito forte. E também tive que abrir mão de pequenas coisas durante o tratamento, como comer alimentos com gordura e pegar sol."

Labouriau confirma. O acompanhamento médico é importante no tratamento da acne pois cada nível tem um cuidado específico: lesões leves são tratadas com medicamentos de aplicação local, já para as mais graves e persistentes, pode-se optar por antibióticos orais. Entretanto a médica alerta: "Todo remédio tem efeitos colaterais. Por isso, a possibilidade de tomar medicamento contra acne deve ser estudada por médico e paciente, deve-se pesar os prós e contras."

Engana-se quem acha que espremer cravos e espinhas é uma solução. "Mexer na lesão pode fazer o quadro evoluir ou marcar a pele com cicatrizes, e é justamente isso que prejudica a autoestima dos jovens", diz a dermatologista. Na adolescência, a "explosão hormonal" estimula a produção de gordura pelas glândulas sebáceas. A dificuldade de eliminação desse material produzido forma a lesão da acne.