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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Malhar após os 60 anos faz bem


Estudos mostram que exercícios é bom para qualquer idade

Quanto mais cedo se começa a praticar exercícios, melhor. Mas, quem toma essa decisão depois dos 60, só tem a ganhar, de acordo com dois novos estudos. Um deles foi realizado na Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex), no Rio, e avaliou por quase dois anos os efeitos da musculação em 175 pessoas (130 homens) acima de 63 anos. O outro é um trabalho americano com sedentários acima de 65 anos. Mas os resultados são os mesmos: a atividade física faz bem em qualquer idade e mesmo quem começa tarde é beneficiado.

A recomendação dos pesquisadores brasileiros é que os idosos pratiquem musculação de duas a três vezes por semana, uma média de 8 a 12 exercícios que envolvam os braços e as pernas; em duas a três séries, de cinco a oito repetições com carga de 60% a 80% da máxima.

Já o estudo americano avaliou os benefícios para o coração de um ano de treino intenso e progressivo em sedentários acima de 65 anos. Os autores observaram que os idosos tiveram melhora da capacidade cardíaca.

Mas é muito importante lembrar que esses estudos foram feitos sob intensa supervisão médica e que ninguém acima dos 60 deve se aventurar numa academia antes de consultar um médico.

- Ninguém nessa idade pode fazer esforço intenso antes de uma avaliação cardiológica - afirma o professor de educação física Marcelo Cabral.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Boa opção para as crianças


Comida japonesa é leve e saudável, mas é preciso ficar atento aos ingredientes crus

Em vez de batatas fritas e churrasco, elas escolhem o colorido dos rolinhos de vegetais, arroz e peixe. Cada vez mais caindo no gosto das crianças, a culinária japonesa é uma opção saudável no cardápio infantil, a partir dos 3 anos. Entretanto, pais precisam ter cautela. De acordo com especialistas, a comida oriental crua, se mal conservada, pode causar infecção alimentar nos pequenos.

Segundo a nutricionista Renata Pigliasco, o sistema imunológico da criança ainda não está totalmente formado e, por isso, ela é mais suscetível a infecções que podem ser causadas por alimentos mal cozidos ou os crus mal conservados.

"Embora a culinária japonesa seja famosa pelo peixe cru, existem pratos quentes. Estes são as melhores opções para crianças até os 12 anos", recomenda Renata. "É bom também conhecer o restaurante, já que é uma comida preparada com as mãos".

Mesmo precisando de um higiene especial, a comida japonesa não é vilã da saúde, pelo contrário. Pratos como Yakisoba (macarrão, vegetais e carne com shoyu) e o Teppanyaki (legumes, carne e arroz) são consideradas completas para as crianças.

"Estas escolhas, além de agradar o paladar infantil, contemplam três grupos alimentares: vitaminas e minerais, proteínas e carboidratos. Já os peixes contêm ômega 3, importante para o desenvolvimento neurológico", completa Renata.

Outra atenção que os pais devem ter ao levar os filhos em restaurantes japoneses é quanto os molhos. O Shoyu mais conhecido e usado deles contém muito sódio, o que causa retenção de líquido. A versão light é a recomendada.

Frequentadores do restaurante Lokau, no Recreio, as amigas Manoela Caldas, 11 anos, Júlia Assumpção, 9, Giovanna Saraiva, 11, e Vitória Valente, 9, preferem a comida japonesa às outras opções do buffet, como massas, churrasco e outros pratos tradicionais. "Amo japonês e sempre venho aqui, vamos direto nos sushis e sashimis", conta Manoela. A mãe dela, Monalisa Caldas, 38, se preocupa e toma cuidado. "É uma comida saudável, mais leve. Mas só a levo em restaurantes que conheço e confio", conta Monaliza.

domingo, 21 de novembro de 2010

Cuide bem do seu sorriso


Dicas

De que adianta ter um rosto lindo se o seu sorriso anda precário? Infelizmente, nem todo mundo tem cuidado com a saúde dental. Portanto, procure escovar os dentes no mínimo três vezes ao dias.

Para ajudar um pouco o trabalho da escova, não se esqueça do fio dental.

Uma alimentação equilibrada também reflete no seu sorriso. Coma alimentos com açúcar e amido apenas nas refeições principais. E, para não ficar com manchas, evite cigarro, café, chá preto, vinho tinto e refrigerantes.

Colocou as dicas em prática? Então, agora é só sorrir.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mal que avança entre as crianças


Hipertensão, geralmente associada ao envelhecimento, atinge cada vez mais os pequenos e também adultos com até 34 anos no Brasil

Cerca de 30 milhões de brasileiros são hipertensos. Desses, 19% são crianças, adolescentes e adultos com menos de 34 anos. A doença, antes associada ao envelhecimento, está atingindo faixas etárias cada vez mais jovens - estima-se que cerca de 5% das crianças sofram do mal.

Segundo especialistas, o problema dessa "precocidade" é o aumento do tempo de convivência com a doença. Em média, o brasileiro convive por 24 anos com a hipertensão. Em 2030, essa duração pode chegar a 35 anos.

"Quanto mais cedo a hipertensão se desenvolve, mais tempo a pessoa fica exposta às alterações no organismo, se tornando propenso a complicações em órgão como rins, cérebro, coração e vasos sanguíneos", explica Andrea Brandão, membro do Conselho de Administração da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Brandão afirma que a migração da doença para os jovens acontece, principalmente pelos maus hábitos da vida. "A criança de hoje se alimenta mal, não pratica atividades físicas, fica muito tempo no computador ou na TV e come muito sal, principalmente em alimentos prontos. Logo, não só a hipertensão, mas também a obesidade, começa a aparecer mais cedo", destaca a profissional, ressaltando que crianças devem começar a aferir a pressão arterial aos 3 anos de idade, ao menos uma vez por ano.

O alerta foi feito pelo laboratório Novartis em um evento sobre cardiologia.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Infomativo SMA: Acne

Acne pode deixar marcas e baixar autoestima
do jovem se não tratada corretamente
Doença dematológica pode ser combatida com antibióticos nos casos mais severos

Problema comum entre os adolescentes, a acne, se não tratado de forma adequada, pode deixar marcas no rosto, colo, costas e nádegas. Frequentemente, a doença de pele é uma das causas da baixa autoestima nesta faixa etária, ao lado da transição física e psicológica pela qual o jovem passa.

"Muitos jovens procuram tratamento por causa dos apelidos que ganham", relata Luciana Labouriau, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Cuidar para que o quadro não evolua é a melhor solução. Moara de Carvalho, 22 anos, conviveu por toda a adolescência com o drama das espinhas e só se livrou com o tratamento médico: "Comecei a ter aos 11 anos. Só fiquei livre, de fato, quando a dermatologista receitou um remédio muito forte. E também tive que abrir mão de pequenas coisas durante o tratamento, como comer alimentos com gordura e pegar sol."

Labouriau confirma. O acompanhamento médico é importante no tratamento da acne pois cada nível tem um cuidado específico: lesões leves são tratadas com medicamentos de aplicação local, já para as mais graves e persistentes, pode-se optar por antibióticos orais. Entretanto a médica alerta: "Todo remédio tem efeitos colaterais. Por isso, a possibilidade de tomar medicamento contra acne deve ser estudada por médico e paciente, deve-se pesar os prós e contras."

Engana-se quem acha que espremer cravos e espinhas é uma solução. "Mexer na lesão pode fazer o quadro evoluir ou marcar a pele com cicatrizes, e é justamente isso que prejudica a autoestima dos jovens", diz a dermatologista. Na adolescência, a "explosão hormonal" estimula a produção de gordura pelas glândulas sebáceas. A dificuldade de eliminação desse material produzido forma a lesão da acne.